Ninguém gosta de ser criticado, não é mesmo? Mas é necessária uma dose de bom senso para entender a diferença entre uma crítica construtiva e uma destrutiva. É imprescindível encontrar o equilíbrio para compreender até onde devemos deixar que a opinião das outras pessoas influencie em nossas decisões. Muita gente acaba perdendo grandes oportunidades de mudar simplesmente por ter medo de reprovações.

É claro que toda ação tem de ser bem pensada. Devemos sempre colocar os prós e os contras em uma balança antes de tomar qualquer atitude, mas até onde vale a pena privar-se de ter a vida que você deseja por receio da opinião alheia? Há até mesmo quem já saiba exatamente o que quer, mas não o faz com medo de fracassar e ser repreendido.

Se você tem se visto frequentemente diante desse dilema, continue lendo o texto abaixo. Apresentaremos um passo a passo para ajudá-lo a reconhecer uma observação construtiva e extrair dela algo útil, além de abstrair comentários negativos que nada têm a acrescentar.

1. Identifique se a crítica é construtiva ou destrutiva

Quando recebemos um feedback em nosso ambiente de trabalho, por exemplo, devemos ficar atentos à forma como ele é feito. O que diferencia um parecer que impacta positivamente o criticado de um que tende a trazer consequências negativas é o enfoque.

Uma análise construtiva é aquela que assinala os pontos que o indivíduo pode melhorar, fazendo com que ele realmente acredite nisso e comece a ponderar as mudanças necessárias. Além disso, a análise construtiva se baseia em fatos, ou seja, é dada sobre os comportamentos que você teve em momentos que podem ser especificados.

Por outro lado, uma avaliação destrutiva é aquela que simplesmente indica uma fraqueza do criticado e o desmotiva completamente até ele sentir que fracassou em algo. Infelizmente, esse tipo de comentário é muito comum e, muitas vezes, acompanha-nos desde a infância. Quem nunca ouviu que “não sabe fazer nada direito” ou que “o Pedrinho é mais inteligente e a Mariazinha é mais educada”?

A crítica destrutiva dificilmente fará com que a pessoa se aprimore em algo, visto que é colocada de uma maneira que a deixa desanimada e sem perspectivas de que é capaz de algo maior.

2. Escolha sua reação

Independentemente da crítica que você obteve ter sido construtiva ou destrutiva, quem escolhe a sua reação diante dela é você. Portanto, caso ela aborde os problemas sob uma perspectiva positiva, aproveite o ensejo e tente fazer o seu máximo. Estamos nesse mundo em constante evolução e não há problema nenhum em ter aspectos que ainda precisam ser trabalhados.

Se você perceber que a observação foi destrutiva, reaja do mesmo jeito. Nada de tentar dar o troco dizendo algo negativo para quem a proferiu.

Tenha em mente que não há nada em nossa vida de onde não possamos tirar uma lição benéfica e isso é válido inclusive para aquelas avaliações que visam deixá-lo abatido. Pare, reflita e veja quais aspectos podem ser melhorados e ignore as intenções de quem o criticou.

3. Sinta-se sempre valorizado, afinal, você provocou uma reação

Quem gosta de gente ”morna”? Uma pessoa com esse perfil é aquela que está todos os dias com a mesma cara, nunca tem nada a dizer e acaba sempre passando despercebida pelos lugares onde vai.

Esses indivíduos não recebem críticas, nem destrutivas e nem construtivas, porque não são capazes de provocar reações nos outros. Agora pare e considere: vale a pena viver assim, mas para isso pagar o preço de se tornar uma pessoa ”morna”?

Enquanto alguém está amando, odiando ou comentando algo que você falou ou fez, é sinal de que isso despertou emoções e sentimentos nos outros. E qual a graça de ser tão raso a ponto de não tocar ninguém dessa forma?

4. Pare de pensar no medo de críticas

Você já reparou que o receio de qualquer coisa cresce à medida que pensamos nele? Uma criança que não gosta do escuro, por exemplo, vai criando fantasmas após a luz se apagar que ficam mais próximos a cada segundo, até que ela sequer consiga se mover.

E assim funciona para todos os elementos no nosso cotidiano. Se você tem medo de críticas, tente se esquecer desse sentimento na hora de tomar decisões. Uma análise delicada sobre quais as chances de a sua escolha dar certo e qual a probabilidade de dar errado é necessária, porém não fique fantasiando sobre tragédias imaginárias que podem acontecer.

O medo começa com um pensamento e se você o cultivar, só então ele se transformará em emoção. É por isso que o ideal é eliminá-lo antes que ele chegue a esse ponto.

E quando eu precisar criticar?

É natural que em algum momento da vida precisemos proferir uma crítica a alguém. Quando se vir diante de uma situação como essa, reflita sobre como gostaria de ganhar o tal parecer, caso ele fosse direcionado a você.

Nessa hora, empatia é mais do que fundamental. Seja polido ao falar e tente mostrar para a pessoa que não se trata de um problema de difícil solução, mas sim de algo que pode ser trabalhado.

Lembre-se de dar exemplos específicos sobre do que se trata a crítica, assim a pessoa poderá visualizar e entender melhor o que pode ser melhorado.

Ouça também o que ela tem a dizer, quais são seus anseios e dúvidas. Dessa maneira, o enfoque ficará nas medidas que devem ser adotadas para reparar os erros e não na sensação de impotência e incapacidade de fazer melhor.

É assim que podemos construir canais de comunicação claros e objetivos com outros indivíduos, através dos quais as informações fluem sem dar margem para mal-entendidos. Além disso, trata-se de um excelente exercício que auxiliará você a reagir de forma mais positiva sempre que receber uma crítica.

De modo geral, evite que observações desnecessárias ou até mesmo maldosas o impeçam de progredir na vida. Não tente deduzir o que os outros vão imaginar caso você aja de um jeito ou de outro. Se concluir que é o ideal para você, faça! E se os comentários aparecerem, encare-os como oportunidade de aprendizado.

Se você concorda que a única maneira de conseguir crescer tanto na carreira quanto no âmbito pessoal é perdendo o medo de críticas, baixe o nosso ebook e aprenda a conhecer mais sobre si mesmo.

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