A ficha demorou a cair. Foi em um almoço entre amigas que, em alto e bom som, eu expressei: ‘’Gente, faz dias que não trabalho nada!’’. Caras de espanto seguidas de sonoras gargalhadas frente a frase, aparentemente sem lógica, que eu havia dito.

Deixe-me lhe explicar o contexto em que tudo aconteceu para que você possa entender melhor. Nas duas semanas que antecederam a esse almoço eu havia viajado, participei de três dias de treinamento, seguido de um fim de semana em que palestrei em um grande evento de empreendedorismo e, logo na sequência, em pleno feriado, realizei o encontro do meu grupo de mentoria, o Supernova, em que recebi palestrantes convidados, dei aulas e dei mentoria.

Foram dias de muita diversão pra mim, confesso. E por ser algo que realmente faço por prazer, por ser parte da vida, acabou passando com a sensação de que ‘‘não havia trabalhado nada’’. Mesmo eu que sou defensora da bandeira do ‘‘Faça o que você ama’’  me surpreendi ao perceber que em algum lugar do meu inconsciente o ‘trabalhar’ ainda pudesse estar associado a um trabalho repetitivo e isolado em frente ao meu computador.

Junto daquelas amigas, que por acaso também são minhas alunas e mentorandas, tomei uma decisão definitiva: eu não trabalho mais. Sim, isso mesmo que você leu, eu decidi parar de trabalhar de vez.

Claro que essa decisão não aconteceu de uma hora para outra, se você já conhece minha história (aqui tem um video em que falo conto sobre isso), sabe que fiz uma transição de carreira em busca de um trabalho com mais realização e propósito, um trabalho que eu realmente amasse fazer todos os dias. Decidir parar de trabalhar só aconteceu depois de um longo processo e não significa de modo algum parar de oferecer serviços e receber por eles.

Parar de trabalhar significou parar de encarar qualquer parte do meu trabalho como ‘trabalho repetitivo, chato, feito por obrigação’. Podemos escolher como encarar cada momento da vida e desde aquele dia, mesmo quando preciso fazer uma configuração de DNS (só pra usar um termo pouco conhecido, porque na verdade isso até nem é tão chato), eu escolho encarar como algo divertido, algo que me permite viver o meu propósito, algo que, falando bem a verdade, não é trabalho, é mais um pedacinho a vida.

Parar de trabalhar para mim é continuar fazendo exatamente o que faço hoje, só que com ainda mais sorriso no rosto e com a sensação de que eu nunca parei de viver, nem nunca parei de trabalhar rs

Como você se sentiria hoje se decidisse parar de trabalhar? =)

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