Existe um universo (literalmente) de situações, de coisas e de circunstâncias à sua volta, o tempo todo. Porém, nem sempre você se dá conta disso, não é verdade? Muitas vezes acaba ficando ligada em uma tarefa ou nos compromissos do dia sempre atarefado, e a percepção do mundo e do momento presente se perde por completo.

Há muito tempo (muito, mesmo) o homem descobriu um jeito de resgatar a consciência do presente. Com o intuito de fazer conexões com o momento (corpo e mente interagindo conscientemente com a realidade imediata), desenvolveu técnicas muito simples para sair do piloto automático por alguns instantes — e essa conexão provoca efeitos benéficos ao longo de todo o dia.

Ficou curiosa? Pois conheça agora a atenção plena.

O que é a atenção plena?

Surgida na tradição espiritual budista, a atenção plena é conhecida em todo o mundo como mindfulness.  Consiste em um conjunto de práticas que visam conectar o corpo e expandir a consciência, tomando como referência o momento em que você está vivendo — ou seja, busca pelo estado de consciência que permite a abertura à experiência presente sem qualquer julgamento.

Trata-se, essencialmente, de uma habilidade da qual todas pessoas já dispõem, ainda que em graus diferentes, podendo ser desenvolvida e aprimorada por qualquer pessoa por meio de práticas específicas de meditação.

Portanto, dois aspectos caracterizam a atenção plena — é uma prática intencional, isto é, você decide fazê-la, ao mesmo tempo em que é uma aceitação do momento presente como ele se apresenta. Isso porque a atenção plena não julga, somente incentiva o despertar da consciência acerca do que ocorre.

Importância da atenção plena

A prática da atenção plena produz efeitos imediatos no corpo e na mente do praticante. Ao “desautomatizar” as suas atividades diárias, isto é, ao tomar consciência delas e do que está acontecendo à sua volta, você estimulará a redução do estresse físico e mental.

Detalhadamente, os seus efeitos incluem:

  • redução da pressão sanguínea;
  • maior facilidade para lidar com a dor;
  • redução da ansiedade;
  • estímulo do sistema imunológico;
  • estímulo às regiões cerebrais associadas às emoções positivas;
  • ativação de áreas cerebrais ligadas à compaixão;
  • incremento das áreas cerebrais responsáveis pelo processamento sensitivo;
  • melhora das atividades cognitivas.

Como você pode ver, a atenção plena é uma técnica simples, acessível a qualquer pessoa, e capaz de resgatar a condição de equilíbrio corpo–mente diariamente afetada pela rotina moderna.

Como funciona a atenção plena?

O princípio por trás de tanta eficiência na técnica da atenção plena consolida-se na expressão “acalmar a mente”. Essa expressão se refere ao trabalho de amenizar a forma e a intensidade dos pensamentos.

A mente humana moderna está permanentemente ocupada e ruminando, cada vez mais, infinitos pensamentos. Acalmar a mente significa dar um tempo, por alguns minutos que sejam, a fim de poder observar o que ocorre à sua volta. Isso permite que os seus pensamentos continuem surgindo, porém de modo menos eufórico. Assim, você pode optar por acolhê-los ou deixá-los seguir os seus próprios caminhos.

Quando um pensamento surge à mente, se você não der atenção a ele, isto é, se não o alimentar com outras considerações, ele se vai. É simples assim. E a forma mais fácil de realizar essa proeza é sentar-se confortavelmente, fechar os olhos e acompanhar o ritmo da sua própria respiração. Pensamentos continuarão surgindo, mas não dê bola para eles — não os expulse da sua mente, apenas não lhes dê atenção.

Ficando livre da escravidão do pensamento, a consciência do momento poderá surgir sem maiores arroubos. Isso diminui a ansiedade, o estresse e acalma a própria mente. E cada vez que você exercita a prática simples da atenção plena, mais fácil se torna o processo. Na verdade, como o passar do tempo, ele chega a ficar automático — você senta, fecha os olhos e já se instala um estado de serenidade.

Perceba que não há qualquer aspecto religioso ou filosófico envolvido. Nenhuma crença em qualquer princípio é necessária. Por isso o mindfulness é tão simples e difundiu-se por todo o mundo moderno. Veja, a seguir, algumas maneiras de desenvolvê-lo no seu dia a dia.

Conecte-se consigo mesma

A mente, principalmente por meio dos pensamentos, impõe-nos uma conexão permanente com quase tudo — não tem limites. Assim, pouco tempo sobre para você mesma.

Por essa razão, é preciso que você reserve um tempo na sua rotina para se conectar consigo mesma. E, para isso, o que você precisa fazer é simplesmente parar. Parar de fazer o que está fazendo, de conjecturar, e apenas fechar os olhos.

Miríades de pensamentos virão — deixe-os passar. Quando os pensamentos se vão, o que sobra é você. Passe um tempinho a sós consigo mesma.

Encare a vida numa boa

Sabe aquela história do copo com água pela metade? Ele está meio vazio ou meio cheio?

A realidade é sempre a mesma — o que pode mudar é a maneira como você a recebe e como interpreta o que está à sua volta. Portanto, faça a opção pelo copo meio cheio. É uma questão de postura diante da vida. Permita-se enxergar o que há de bom nas inúmeras situações em que se encontrará.

Doe-se

Em um dia qualquer, eleja alguém que pode estar precisando de você ou que você sabe que poderia ajudar e faça isso. Talvez seja suficiente apenas escutar o desabafo de alguém ou resgatar um relacionamento abalado.

Ninguém é tão pobre que não possa fazer o bem. Aproveite algumas das inúmeras oportunidades que surgem a todo momento e doe-se de alguma forma. Esse pode ser o seu legado para uma pessoa.

Perceba as coisas à sua volta

Quando estiver transitando por algum lugar, quando chegar no seu local de trabalho ou onde quer que você esteja, observe e perceba as coisas à sua volta. Preste atenção em coisas simples e procure entender a razão delas estarem onde estão.

Na verdade, preste atenção às coisas nas quais você normalmente não repara. Isso é tornar-se consciente do presente. Isso é, enfim, a atenção plena.

Curtiu esse conteúdo? Então nosso post sobre mindset também pode ajudar você!

Já experimentou a atenção plena? Conte-nos sobre a sua experiência registrando aqui o seu comentário!

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