Esse papo sobre ”propósito de vida” já nem é novidade para ninguém, um número crescente de pessoas vêm se dando conta de que ”meaning is the new money” (ou, em palavras tupiniquins, ”significado é o novo dinheiro”) provando que SIM, estamos entrando em uma Nova Era em que nem sempre é o dinheiro que vai servir de farol guiando o seu caminho rumo a realização profissional.

Aconteceu comigo alguns anos atrás. Eu tinha alcançado o ”sucesso profissional” que está no imaginário coletivo: estabilidade financeira (com direito a aumento anual), férias, 13º, licença prêmio à cada 5 anos, 6h de jornada diária de trabalho. Mas quer saber a verdade? Tinha algo muito sério acontecendo por trás dessa fachada.

Assim como vemos hoje colaboradores de empresas questionando se os valores praticados pelas organizações em que atuam estão realmente alinhados com aquilo que acreditam, eu também comecei a questionar se valia a pena vender a minha única chance (já que a princípio, só temos 1 vida) de fazer algo relevante para o mundo por aquele parâmetro de sucesso que, acabei descobrindo, nem era o meu.

Foram anos dirigindo (e pegando trânsito) rumo a um trabalho em que eu havia desacreditado. Anos pensando ”o que estou fazendo aqui?”. Anos arquitetando planos de fuga e engavetando um a um por falta de coragem de agir (ou por medo de tomar um rumo errado). Afinal, como abrir mão da estabilidade? Abrir mão do ”cargo que todo mundo sonha”? E se tudo desse errado?

Demorou, mas acabei percebendo que o ponto de partida é perceber quem somos de verdade. Sério. Só isso. Simples e complicado assim.

Se alguém te perguntar: ”Quem é você?”, provavelmente você vai responder seu nome, sua profissão atual ou qualquer outra identidade que as pessoas possam facilmente reconhecer e, claro, enquadrar você em algum dos níveis da escada do sucesso (aquela do imaginário coletivo). Mas deixa eu te contar uma verdade: isso tudo que você respondeu ali não é você. Ponto.

Responde sinceramente, o que você ama realmente fazer? O que você faria se o dinheiro NÃO fosse mais a questão? De quem você quer ser herói? E mais, você está fazendo isso HOJE?

Na minha própria jornada, descobri o empreendedorismo como uma salvação (sem querer apelar, mas que me salvou de um emprego medíocre e uma vida medíocre, sim, salvou rs). Foi empreendendo que me autoconheci, que comecei a entender quem eu era de verdade e tem algo que acontece quando você finalmente sabe quem é… você não pode mais ser outra coisa.

Não, não quero dizer que para viver seu propósito você precisa empreender um negócio. Mas sim, você precisa empreender a sua própria vida. Empreender é muito mais do que abrir uma empresa, é você tomar as rédeas da sua vida, começar a olhar pra dentro de você, buscar elevar o nível de consciência das suas escolhas e decisões, é deixa de seguir a manada e começar a criar a vida que você quer realmente viver.

”Aqueles que sabem o ‘porque’ da sua existência podem suportar qualquer ‘como’ para realizá-lo”. (Viktor Frankl)

É esse propósito maior que mantém os empreendedores em pé, mesmo diante das piores situações. Walt Disney e Steve Jobs foram a nocaute quando perderam os seus negócios. Mas se levantaram e criaram o Mickey e a nova Apple que conhecemos hoje. E talvez ninguém tenha fracassado tanto quanto Thomas Edison em sua busca pela lâmpada elétrica confiável.

Nem sempre sabemos, de verdade, as forças que nos movem. Enquanto nos concentrarmos nas perguntas sobre o  ‘como’ – como sobreviver, como ser promovido, como se tornar reconhecido –, sempre nos esqueceremos dos ‘por quês’, que são essenciais para encontrar e permanecer no curso correto.

O “Por quê?” é o começo de tudo. É a pergunta que as crianças e os cientistas fazem para entenderem o mundo. E é a pergunta que você deve fazer a cada instante da sua vida, a resposta vai guiar você até seu propósito.

Por que ter este objetivo? Por que agir desta maneira? Por que desejar este tipo de vida? Por que se tornar este tipo de pessoa?

E no final, quando descobrir o seu propósito e colocá-lo em prática, descobrirá que o caminho é ainda mais importante do que a chegada.

Se você quiser uma companhia nessa jornada, eu te convido a vir comigo! Vamos juntos e vamos em frente! =)

 

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