Como mudar o estilo de vida sem comprar briga com a família

Como mudar o estilo de vida sem comprar briga com a família

Você sabe que sua vida precisa mudar, que você tem um propósito a cumprir, que seu coração precisa voltar a vibrar, e que as promessas de vida nova não podem mais ser adiadas. É quase certo que foi por isso que você quis ler este artigo.

Você já percebeu que precisa mudar o estilo de vida para realizar o propósito guardado em seu coração e ser mais feliz. Mas sozinha nem sempre é possível. Quase sempre envolvemos outras pessoas na nossa mudança pessoal, sobretudo a família e nossas relações interpessoais. E as pessoas, por mais que se amem, são diferentes, pensam e sentem de forma diferente cada situação, e isso pode ser a maior causa de dor e sofrimento.

Você quer compartilhar suas descobertas com seu marido, seus pais, filhos, ou amigos, mas eles te veem como louca ou inconsequente por querer embarcar nessa viagem (no pior sentido da palavra) para transformar tudo.

Dependendo da situação, uma pequena tomada de consciência de como a sua vida está distante do que realmente gostaria pode causar uma hecatombe emocional, um desastre familiar com as mudanças que sabemos que precisamos realizar. Que exagero, né? Ou não!

Eles podem te dizer: “Imagina, olha a crise, olha esse momento de incerteza… Como é que você vai largar mão do que já tem garantido [aquela suposta estabilidade que a gente acredita existir quando se tem um emprego] para viver fazendo o que ama?”

O fato é que é possível mudar o estilo de vida sem comprar briga com a família. Essa fase não precisa ser sofrida nem pesada para você e nem para os seus.

Neste artigo, queremos lhe ajudar a abrir mais espaço e possibilidade, a trazer luz para essa situação que, na melhor das hipóteses, já é estressante e desafiadora, porque nos tira da zona conhecida e quentinha que sempre nos abrigou.

Minha família não me entende, e agora?

Apesar de amar nossos familiares e reconhecer sua importância, cada componente do nosso primeiro núcleo social é diferente. Cada pessoa vê a vida e os acontecimentos de uma forma, o que por si só abre margem para comportamentos, necessidades e interpretações muito distintas. Quando vivemos em grupo e em sociedade, seguimos combinados e programações, mesmo que a gente tenha se esquecido disso. É tão natural que nem se questiona mais alguns hábitos e maneiras de pensar e agir.

Nesse contexto, uma pequena mudança pode significar o surgimento de um problema, no primeiro momento. A força do grupo pode ser muito maior do que a sua, sobretudo se ele não concordar com sua nova maneira de agir e criarem resistência. Como lidar com isso, então?

Pessoas têm necessidades diferentes

Pode ser que você já esteja enfrentando situações difíceis e não saiba como lidar. Você, até então, tinha muita confiança nas escolhas que deseja fazer, mas com a falta de apoio, vem o medo, a sensação de não ser compreendida. E as brigas começam.

Mas por que a gente briga? Porque somos diferentes, temos valores que nem sempre correspondem e nos comportamos de maneira distinta; para “ajudar”, interpretamos o comportamento do outro a partir da nossa forma de se comportar. Daí surgem os rótulos e julgamentos, e assim se instaura a separação entre pessoas que convivem.

Nessa toada, tudo o que destoa do combinado dentro da família torna-se alvo de feedback negativo, que serve de mecanismo de defesa coletivo para se restabelecer a ordem (na verdade, para que a zona de conforto continue sendo um feudo bem guardado e intocado). E você, em reação à defesa deles, também se defende às opiniões, e então a batalha se inicia e não acaba nada bem, quase sempre.

Em vez de nos perguntarmos por que a pessoa se comporta de certa maneira, interpretamos sua atitude e a rejeitamos. Mas por trás dessa rejeição há uma necessidade das pessoas ao seu redor de te protegerem e de se protegerem de perigos maiores porque elas só conhecem aquilo que já vivem.

Não é fácil para você e nem para eles; no fundo, todo mundo quer ser amado e ter as suas necessidades atendidas, ao mesmo tempo em que quer se sentir parte de algo e ser aceito. Só que na hora de conversar, não fica tão claro assim, não é? Se ficasse, a gente não teria que falar sobre isso…

É hora de mudar de estilo de vida?

Antes de fazer uma convocação extraordinária para se alinhar com a família, é preciso fazer um balanço com você mesma, munida de honestidade e clareza. Será que você realmente precisa jogar tudo para o alto? E essa mudança precisa ser da forma como está pensando?

Como mudar o estilo de vida sem comprar briga?

É comum que uma briga aconteça porque há radicalismo e inflexibilidade na postura de alguma das partes e, principalmente, porque as pessoas não estão dispostas a se ouvirem. Por isso, trazemos abaixo algumas alternativas para que você consiga estabelecer uma comunicação mais efetiva e amorosa com os seus.

Aposte na Comunicação Não-Violenta

Essa nomenclatura foi criada por Marshall Rosenberg, e a proposta da Comunicação Não Violenta – ou apenas CNV – é recuperar a conexão verdadeira entre as pessoas a partir da escuta e do compartilhamento para que reconheçam suas necessidades e emoções, que são elementos que nos aproximam e nos tornam iguais. Mais do que dizer, a proposta é de que as pessoas se conectem com o que realmente importa, para além dos rótulos.

Para Rosenberg, críticas e reclamações são alarmes, são indicadores de que há uma necessidade não atendida por nós na pessoa que nos critica. É um pedido de atenção e ajuda. A sugestão aqui é que, em vez de bater de frente com quem você ama, faça o exercício de desvendar qual é a necessidade por trás de determinado comportamento.

Uma conversa “desarmada” pode ser um bom começo, ainda que vocês não se entendam completamente. Busque se aprofundar no que a CNV sugere como prática, em referências como essa e essa, ou essa. O livro Comunicação Não Violenta de Marshall Rosenberg também é uma ótima referência de estudo.

Encontre a sua galera

Enquanto os ponteiros não se acertam com a família, vale buscar apoio e estímulo entre as pessoas que estão no mesmo processo de descoberta e mudança que você. Existe um movimento de pessoas que começaram a escolher o que realmente desejam, que acreditam que propósito tem a ver com uma vida mais alinhada com o que acreditam e com empreendedorismo. Essa é a sua galera.

Há muitos grupos no Facebook que reúnem pessoas vivendo o mesmo momento, querendo sair da inércia e mudar o estilo de vida. Neles, você pode encontrar inspiração e força para lidar com a família e para sustentar a sua intenção de continuar sua jornada.

Além disso, você pode encontrar grupos de empreendedores e de profissionais da sua área na sua região. Desvirtualizar também é um grande estímulo e renova nossa motivação, além de criar uma corrente de apoio mútuo.

Siga o seu propósito e encontre o próprio estilo de vida

Só você pode realizar o seu propósito e isso é o melhor que pode fazer por si e pelo mundo. Siga com segurança e com confiança em si mesma, que, mais cedo ou mais tarde, as pessoas ao redor vão perceber que a sua mudança é para valer. Será natural que elas também se sintam parte disso e consequentemente, irão apoiar você. Sua realidade não será mais um bicho para elas, e vão começar a gostar de te ver feliz.

Agora, conta para nós como está sendo o seu momento. Você está em qual etapa, pré ou pós mudança de estilo de vida? Quais são seus maiores desafios, ou quais foram seus maiores aprendizados com todo esse processo de transformação (que não acaba nunca mais)? Vamos adorar ler seu comentário e respondê-lo.

Aproveite para compartilhar o artigo em suas redes sociais e dar uma força para quem está vivendo esse desafio com a família, colocando no dia a dia as dicas que deixamos aqui.

Bullet Journal – método de gestão para produtividade

Bullet Journal – método de gestão para produtividade

“Um método analógico de registrar o passado, organizar o presente e planejar o futuro”.

É assim que Ryder Carrol define o Bullet Journal, a metodologia inventada por ele para organizar seu cotidiano e aumentar a produtividade. 

Esse método ajuda você a abolir o uso intenso de posts-its e inúmeros cadernos para separar a organização de muitas coisas que compõem a sua rotina diária de organização. É um método baseado em listas, que permite que você misture seus afazeres pessoais e profissionais de forma desenrolada. Os seus princípios de uso fazem com que você revise constantemente seu planejamento de forma rápida e objetiva, de modo a não perder nenhuma ideia ou oportunidade.

Recentemente, o Ryder fez uma campanha no Kickstarter, onde ele arrecadou cerca de US$80.000 para tornar o site do Bullet Journal um grande portal, para que as pessoas possam compartilhar ideias, experiências, e outros métodos de organização.

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Como fazer um Bullet Journal

Funciona assim: a primeira página do seu caderno será o índice, que você preencherá conforme for usando seu journal – por enquanto, escreva só “índice”. Vire para a primeira página dupla, que será seu calendário mensal, e escreva o mês e ano no topo de ambas. A folha da esquerda será o calendário de fato onde você listará todas as datas do mês, seguidas pela primeira letra do dia da semana (“1S, 2T, 3Q, por exemplo). A folha da direita será sua lista de afazeres: coloque tudo que você precisa fazer durante o mês, e desenhe um quadradinho (checkbox) antes de cada tarefa nova. Quando cada tarefa for concluída, você pinta o quadradinho.

Agora volte para o índice e coloque o mês com o número da página onde você colocou esse calendário. Com o tempo, isso vai te ajudar a localizar informações de um jeito muito mais rápido. Feito isso, vá para a próxima página em branco depois de seu calendário mensal.

Essa será o seu Calendário Diário onde você coloca tudo relacionado sobre o seu dia:

  • Tarefas: referentes a tarefas do dia.
  • Notas: são referentes a ideias, pensamentos, observações do dia. Iniciados por um pontinho.
  • Eventos: são referentes a compromissos do dia, devem ser iniciados com um circulo vazio, pintando-os depois de concluídos.

E assim que acabar o mês, inicia-se tudo de novo. Lembrando que as tarefas que não foram concluídas durante o mês são inseridas no mês que se inicia.

Também, pode existir uma página Grupos de tarefas ou Acervos, onde você agrupa tarefas com tema em comum. Por exemplo: Livros para ler, filmes para assistir.

O bullet journal recebe esse nome graças aos “bullets” que você utiliza pra se organizar: quadradinhos são tarefas (que você vai “ticando” conforme for completando), círculos são eventos e bolinhas são anotações. Caso algum evento/compromisso/anotação não seja mais relevante, é só riscá-lo da agenda. Se você precisa dar prioridade para alguma bullet, coloque uma estrelinha antes dela para chamar a sua atenção.

O que você usa para se organizar?

004# A ferramenta de marketing digital mais eficiente dos últimos tempos da última semana (sério!)

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Neste episódio você vai descobrir qual a ferramenta de marketing digital mais eficiente de todos os tempos da última semana (sério!). Para saber sobre mais ferramentas, acesse www.silviapahins.com/expedicao-digital.

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Como usar o Canvas do Modelo de Negócio Pessoal

Como usar o Canvas do Modelo de Negócio Pessoal

Você quer reinventar a sua carreira? 

Começar a empreender? 

Quer gerar mais clareza sobre como pode viver suas paixões?

Ou, simplesmente identificar como está sua vida profissional hoje e quais aspectos podem ser melhorados? 

Todas essas perguntas podem ser respondidas por meio de um único método: o Canvas do Modelo de Negócio Pessoal. Usar o Canvas tem sido uma experiência bem-sucedida para muitos profissionais que desejam organizar suas ideias, mudar o seu modo de pensar, entender como transmitem os seus valores a um negócio e o que recebem em troca e agregar valor à carreira.

A ferramenta, que se aplica a qualquer tipo de profissional, foi criada com base no famoso Business Model Canvas, desenvolvido por Tim Clark em parceria com Alex Osterwalder e Yves Pigneur, cujo foco é o desenvolvimento de modelos de negócio de empresas.

Ambos os modelos  se destacam por serem fáceis de visualizar e entender, além de poderem ser utilizados individualmente ou por grupos de forma colaborativa na geração de ideias, o brainstorm.

A maior particularidade dessa estratégia é, no entanto, a sua capacidade de aprimorar ou mudar para melhor a forma com que os profissionais pensam e agem. Ou seja, eles passam a enxergar a si mesmos como um negócio e buscar resultados pessoais, de acordo com suas metas. No post a seguir vamos explicar melhor como isso funciona. Curioso? Então continue a leitura!

Mas afinal, o que é um modelo de negócios pessoal?

Um modelo de negócio é a forma como você oferece, entrega e captura valor. Como assim? De maneira mais simples, a forma como você ou sua empresa ganham a vida!

O valor oferecido é o benefício que se pretende entregar em forma de produtos e serviços para os clientes. Já a captura de valor é tudo aquilo que você recebe de volta, seja em valor monetário ou em benefícios emocionais.

Um dos modelos de negócios mais utilizados no mundo profissional é o Business Model Canvas.

Na prática, ele é um mapa visual composto por 9 blocos contendo todos os aspectos que o empreendedor ou gestor precisa considerar para trazer a sua empresa para a realidade do mercado e alcançar metas com sucesso. Todos esses aspectos se encaixam nos pilares: infraestrutura, oferta, cliente e finanças.

No modelo pessoal, também chamado de Business Model You, em inglês, ou, Canvas do Modelo de Negócio Pessoal ou, simplesmente, Canvas Pessoal, essa mesma ideia prevalece. Mas em vez de se basear no contexto geral da empresa, o profissional ganha entendimento próprio, da sua carreira e do que nela precisa ser mudado.

Com essa ferramenta é possível enxergar com muito mais clareza cada aspecto da sua vida profissional, como eles se encaixam e como influenciam a sua atuação.

Ela funciona como um grande quebra-cabeças, mas a partir do momento que você tem a imagem final pronta é muito mais fácil saber quais ações serão necessárias para alcançar seus objetivos.

Como usar o Canvas do Modelo de Negócio Pessoal?

O Business Model Canvas já é famoso no mundo empresarial e muito utilizado por grandes organizações na construção das suas metas e gerenciamento de projetos. Mas neste artigo, o nosso foco inicial não está na busca por resultados da empresa, mas sim em você. Ou seja, você passa a enxergar o seu trabalho como um negócio.

A ideia é te ajudar a identificar, a partir dos recursos e habilidades que possui, como oferecer valor para uma empresa — seja ela sua ou não — e o que deseja ter no futuro.

Para isso, o ideal é começar preenchendo os 9 blocos que formam o Canvas de uma maneira diferente. Em vez de se focar na empresa você analisará a si mesmo. Confira algumas dicas:

1. Recursos: quem é você? O que você tem?

No Business Model Canvas tradicional, o item referente aos recursos reúne todas as ferramentas, expertise e know-how que uma empresa possui.

Já no modelo pessoal esses recursos se referem a quem é você:

  1. Quais seus interesses?
  2. Quais suas habilidades, competências e talentos?
  3. Qual a sua personalidade?

O autoconhecimento é fundamental, pois permite que as suas respostas sejam de fato verdadeiras.

Nesse tópico também é preciso fazer uma análise sobre aquilo que você tem a oferecer para um negócio, como: experiência na área, rede de contatos, fluência em outros idiomas, ou seja, todos os recursos tangíveis e intangíveis que a sua carreira já agrega.

2. Atividades: o que você faz?

Neste tópico está reunido tudo o que você faz no seu dia a dia que gera valor para um negócio de modo geral. Um gestor de recursos humanos, por exemplo: elabora processos seletivos, orienta colaboradores, analisa estratégias e monitora o desenvolvimento das equipes.

É importante também ter um visão crítica sobre essas atividades, analisando quais tarefas você mais gosta de executar, quais considera as mais importantes e quais menos gosta. Essa postura crítica é importante para fazer mudanças no que não anda tendo bons resultados e trazer inovação para essas tarefas.

3. Clientes: quem você ajuda?

O terceiro bloco dessa ferramenta é voltado para o conhecimento dos clientes. E nesse caso, não é apenas definir um público-alvo, mas entender quem são as pessoas que dependem das tarefas executadas por você em sua organização (seu chefe, supervisor etc).

Para conhecê-los, basta responder duas questões simples: “a quem você se reporta?” e “quem paga pelos seus serviços?”.

4. Propostas de Valor: como você contribui?

Tendo em base os seus recursos, formação, experiência profissional e os resultados obtidos no dia a dia de trabalho pense em: qual benefício você fornece aos clientes listados anteriormente? Que trabalho eles te contratam para executar? Onde você se destaca?

Propostas de valor são competências e habilidades que podem agregar valor a um negócio diretamente, como uma especialização na área. Ou então, que podem não ter uma utilidade prática à primeira vista, mas se mostram fundamentais para um bom desenvolvimento profissional.

São elas: habilidade de comunicação com a equipe, capacidade de trabalhar bem em equipe, postura de liderança, domínio da tecnologia e de outros idiomas, e assim por diante.

5. Canais: como te conhecem? Como você entrega o serviço?

Como os clientes potenciais descobrem como você pode ajudá-los? Como eles decidirão a compra pelos seus serviços? Como eles comprarão? Como você entregará o que os clientes compraram? Como vai saber que esses clientes estão satisfeitos e resolver possíveis problemas?

Comunicação é a chave de qualquer negócio bem-sucedido. E por isso não é mais raro ver as empresas marcando presença em diversos veículos, como: redes sociais, Youtube, chats onlines, SACs, e-mails…

Pensar em você mesmo como um negócio é também investir em canais de comunicação com o cliente e fazê-lo conhecer seu trabalho. Por isso comece a pensar nos canais que respondem melhor a sua realidade. Um blog pessoal, um portfólio, um número de telefone profissional são algumas opções.

6. Relacionamento: como vocês interagem?

O bloco de Relacionamento descreve como é a sua relação com os seus clientes. De maneira mais específica é como você os atrai, fecha vendas, obtêm receitas crescentes deles ao longo do tempo e os fideliza.

Um executivo, por exemplo, mesmo que esteja representando uma empresa, consegue fechar negócios e conquistar pessoas, graças a forma que se relaciona com elas.

E o mesmo vale para qualquer profissional. Por isso ao usar o Canvas pense sempre em como o seu trabalho pode influenciar a experiência geral de cada cliente. Comece respondendo perguntas, como:

  • como você descreveria a forma como interage com os clientes?
  • você fornece serviço pessoal face a face? Ou suas relações são mais baseadas em e-mails ou outra comunicação escrita?
  • você pensa neles ao criar estratégias ou apenas no que será lucrativo para si mesmo?
  • seus relacionamentos são caracterizados por transações únicas ou serviços constantes?
  • você se concentra no crescimento de sua base de Clientes (aquisição), ou na satisfação de clientes existentes (retenção)?

7. Fontes de Receitas e Benefícios: o que você ganha?

Esse bloco é um dos mais importantes para quem está pensando em si mesmo como um negócio. Se você observar, uma empresa mantém documentado tudo aquilo que envolve o seu funcionamento em termos financeiros: gastos, fluxos de caixa, capital de giro. Mas é raro que um profissional faça isso.

Muitos se mantêm em um emprego acreditando que são bem-remunerados, mas não calculam o real valor do seu trabalho. Que pode não valer o salário oferecido, principalmente, quando compromete a satisfação pessoal, saúde física e mental e muitas horas gastas.

Diante disso, comece a calcular o quanto você ganha em troca ao se manter em um emprego, ao abrir seu próprio negócio ou exercer qualquer outra atividade profissional. O que é mais valioso?

Liste o salário, as taxas de contratantes, as ações, os royalties, e outros recursos monetários e financeiros. Também anote quais os benefícios tangíveis, como planos de saúde, ticket alimentação, carro, ou ainda intangíveis, como qualidade de vida, tempo para dedicar-se à família e o que for importante para você.

8. Parcerias Principais: quem te ajuda?

Na sua carreira, quem são aquelas pessoas que mais te ajudam? Quem são aqueles que lhe apoiam como profissional e ajudam a realizar seu trabalho com sucesso? Um chefe, um colega de trabalho, um familiar, seu parceiro ou parceira? Conseguiu pensar em alguns nomes? Então inclua-os no seu Canvas Pessoal.

Ter em mente quem são as pessoas que contribuem para o seu crescimento é uma maneira de ganhar motivação e pedir ajuda quando necessário.

Eles podem oferecer conselhos, motivação ou oportunidades de crescimento. E ainda fornecer outros recursos necessários para realizar as tarefas, sejam elas domésticas ou profissionais.

9. Estrutura de Custos: o que você dá ao seu trabalho?

E por fim, é preciso avaliar o que você vem dando ao seu trabalho. Dentro da estrutura do Canvas se encaixam gastos, como: taxas de treinamento ou assinatura, despesas de deslocamento e alimentação, uso de veículos, equipamentos ou vestuário especial; gastos com Internet, telefone ou despesas que surgem do trabalho em casa ou nas instalações do cliente.

E além deles, estão os valores que fogem da categoria financeira, como: tempo, expertise, energia, produtividade, motivação, horas vagas, e assim por diante. Ter esses custos em mente te ajudará a entender se o que você ganha em troca realmente vale a pena e tem um balanço positivo para a sua vida.

E então, conseguiu entender como funciona um Canvas do Modelo de Negócio Pessoal? Logo abaixo você pode conferir um exemplo de como esse modelo ficaria preenchido:

Ferramentas-praticas-para-reinventar-sua-carreira

 Se você quer começar a usar o Canvas em uma mudança de carreira, não deixe de conferir também o nosso e-book com um passo a passo completo para se dar bem nessa transição!

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