A psicóloga que empreendeu para ser uma mãe mais presente

A psicóloga que empreendeu para ser uma mãe mais presente

Você ama seu trabalho, mas também ama sua família, ama seus filhos e precisa de uma nova forma de trabalhar para fazer com que tudo se harmonize e tenha o lugar merecido no seu dia a dia?

Quer uma inspiração para encontrar o seu jeito único de fazer isso acontecer? Então conheça a história da Cecília Antipoff, mãe da Melissa, de 2 anos e 8 meses, psicóloga, doutora em Educação, fundadora da A CASA DA ÁRVORE, e criadora do curso Criando Crianças Felizes.

Ela foi minha aluna no Programa Empreenda com Propósito, criou seu estilo de vida e escolheu empreender para ser uma mãe mais presente. Confira a entrevista com ela logo abaixo.

Como você estava antes de escolher empreender?

Minha filha tinha um ano e eu me sentia angustiada com muita frequência. Angustiada com a vida que eu levava, com os horários do meu trabalho – tinha que sair muito cedo ou me ausentar nas noites (momentos tão importantes e de tanta conexão entre a mãe e uma criança pequena).

Saía pra trabalhar com o coração apertado. Trazia muito trabalho pra casa, e às vezes precisava trabalhar no fim de semana. E o que antes me realizava e fazia sentido pra mim já não fazia mais (não da forma como estava sendo feito e não com a carga horária e os horários que eu me via “presa”).

Sentia falta de mais leveza na vida profissional, de mais liberdade, e de um trabalho onde pudesse criar mais, inventar, ter menos normas, um trabalho menos engessado que eu pudesse dizer de mim, do que eu mais amava…

O que aconteceu para que você fizesse a escolha de começar a empreender?

Eu comecei a ver muitas pessoas bacanas nas redes sociais fazendo trabalhos inovadores, trabalhos com sentido, com paixão, e comecei a me inspirar nestas pessoas. Quando me deparei com um primeiro vídeo da Silvia no Facebook, me identifiquei imediatamente com a mensagem. E quando participei da Jornada Gratuita do ECP, fui tocada no coração de tal forma, que senti que era a hora de deixar a minha vida ser mais leve, mais plena, e de dar o meu melhor pra mim mesma, pra minha filha e pro mundo.

Lembro de olhar pra mim e pra minha vida e não gostar do que via. Um dia olhei pra minha filha nos olhos e decidi que ela merecia ter como referência uma mãe com brilho nos olhos, uma mãe feliz, realizada e próspera em todos os sentidos. Fiz um compromisso comigo mesma e com a minha filha.

Foto: acervo pessoal da Cecília

Como você conseguiu tempo para empreender e para estar com a sua filha?

Estar com a Melissa (que hoje tem 2 anos e 8 meses) sempre foi minha prioridade mais que absoluta. Por isso, quando não estava desempenhando o meu trabalho formal (no consultório de psicologia; nas aulas numa Faculdade de BH e na finalização do meu doutorado em Educação), eu estava com ela (brincando, passeando…).

Foto: acervo pessoal da Cecília

Para construir o meu projeto, eu utilizava as noites que não dava aula e os finais de semana. No ano de 2018, trabalhei de domingo a domingo, sem exceção! Normalmente, eu ficava de 20h às 23h30 nos dias de semana e sábado (quando minha filha já estava dormindo) e nos domingos à tarde (meu marido e minha filha iam almoçar na casa dos meus sogros e eu ficava em casa).

Durante a transição de atividades, como foi a sua adaptação? Em algum momento precisou se ausentar mais?

Eu me ausentei muito do meu casamento… Praticamente não saí com o meu marido só nós dois em 2017. Mas tenho a alegria de ter um marido muito companheiro e que me incentivou muito durante este processo (e incentiva até hoje).

Foto: Com o marido e a filha (acervo pessoal)

Você contou com algum apoio? Quais?

Contei com muito apoio familiar! Do meu marido, da minha sogra e da minha mãe, que muitas vezes ficavam com a Mel pra eu poder fazer as tarefas que eu me propunha.

Quais foram os principais obstáculos para você?

Meu maior obstáculo para empreender no mundo digital foram as ferramentas digitais! Quase pensei em desistir por não saber mexer com elas. Mas aprendi a pedir ajuda, a trabalhar junto com outras pessoas, a delegar e me concentrar naquilo que amo de verdade e que me faz ter vontade de acordar de manhã.

O fato de ter se tornado mãe te ajudou profissionalmente? Mudou sua relação com o trabalho e/ou com sua profissão?

A maternidade me transformou COMPLETAMENTE. Mudou as minhas prioridades, me virou do avesso (e eu resolvi experimentar “esse estar do avesso”). A maternidade despertou dentro de mim uma vontade ENORME de me transformar a cada dia e me tornar uma pessoa cada dia mais consciente e melhor pra mim mesma, pra minha filha e pro mundo.

Vivi (e vivo) muitos desafios como mãe, e isso também me impulsionou a compartilhar com outras mães as minhas vivências e experiências.

De que forma você trabalha hoje? Qual a sua proposta e como a propaga?

Continuo dando aula numa faculdade de BH (mas com uma carga horária totalmente leve e possível de conciliar com outros projetos), atendo no meu consultório de Psicologia e tenho a A CASA DA ÁRVORE.

A Casa da Árvore é uma empresa digital (com fanpage, instagram e blog) que tem o propósito de ser uma ponte entre o universo infantil e o mundo adulto. Isso porque acredito que todas as crianças podem viver uma infância leve e feliz, sendo compreendidas e cuidadas de acordo com suas reais necessidades.

Na página da A CASA DA ÁRVORE, posto textos semanais da Manu (uma personagem de 5 anos que traz mensagens sobre a infância e o desenvolvimento infantil na perspectiva da criança); posto vídeos e lives onde me apresento e trago algum conteúdo que possa ajudar as mães e adultos a entenderem melhor seus filhos e filhas e, consequentemente, vivenciarem a maternidade e a paternidade com mais leveza e mais prazer.

Também criei o curso CRIANDO CRIANÇAS FELIZES, voltado para mães.

Tenho horários de trabalho muito mais flexíveis, com possibilidade de trabalhar de casa, de organizar os meus horários de acordo com as minhas necessidades e vontades! E isso não tem preço!

Foto: Cecília trabalhando no curso digital que ela criou (acervo pessoal)

Vale a pena empreender com propósito?

Na verdade, eu só acredito que empreender valha a pena se for com propósito. Se for sendo quem eu sou. Se for falando a minha verdade, se for fazendo o que faz sentido pra mim e o que eu gosto de fazer.

Qual foi o maior impacto que o Programa Empreenda com Propósito teve em sua vida?

O maior impacto foi despertar em mim a CORAGEM DE COLOCAR O MEU BRILHO NO MUNDO. De me impulsionar a sair da minha zona de conforto e fazer aquilo que meu coração sente que é o que tem que ser feito para as crianças do mundo.

Além, é claro, de ter conhecido pessoas INCRÍVEIS, que se tornaram amigas pra vida! Principalmente a Silvia, uma querida, que levo dentro do meu coração e que sempre quero ter por perto da minha vida e da minha família.

Essa é a experiência de vida da Cecília. No vídeo abaixo, ela conta mais um pouco sobre seu processo de desenvolvimento como empreendedora através do Programa Empreenda com Propósito. Se você deseja começar por algum ponto, inscreva-se para a Jornada Gratuita Empreenda com Propósito e comece hoje a mudar sua vida.

Como uma jornalista largou a carreira para empreender

Como uma jornalista largou a carreira para empreender

Quem não quer crescer na profissão rapidamente, ter uma posição de destaque e liderar uma equipe? Essa é, muitas vezes, a imagem do sucesso que nos vendem e costumamos desejar sem questionar. Mas e se esse trabalho não nos alimenta e nos afasta de quem realmente somos? Como lidar com isso?

Muitas pessoas simplesmente não se dão conta dessa situação e preferem continuar a vida perseguindo esse sucesso, e todos os reveses envolvidos são resignadamente aceitos – afinal, “é assim mesmo”, e há uma sequência de crenças inconscientes que nos vinculam a esse estilo de vida e ao modo piloto automático.

Outras pessoas, por outro lado, sentem que há algo errado em se fazer mal, em se sentir preso a uma vida sem sentido, e fazem algo a respeito. É o caso da Renata Leão, jornalista que, em pouco tempo, alcançou o cargo de diretora de comunicação, e seguiu acumulando uma experiência de mais de uma década liderando equipes em uma das principais empresas de comunicação do Brasil.

Mas houve um momento em que essa vida tão bem sucedida começou a lhe machucar. Seus mais de 15 anos investidos em autoconhecimento foram determinantes para fazer a travessia de largar a carreira para empreender. No meio do caminho, encontrou e fez parte do Programa Empreenda com Propósito, que lhe ajudou a juntar as peças do seu quebra-cabeças e materializar seu propósito no mundo.

Hoje, após diversas transformações e passos, Renata (Sahaja) agrega seu conhecimento em comunicação às suas atividades de instrutora de meditação, yoga e estudante de Ayurveda, a ciência da vida. É criadora do projeto Pausa Para Conectar, que une seu lado A ao seu lado B no que costuma resultar em seu melhor lado.

Trouxemos a história dela na entrevista abaixo para você se inspirar e perceber que é possível mudar de estilo de vida e reconhecer os sinais para mudar.

 

Como você estava quando decidiu mudar sua carreira?

Esgotada. Vivendo um esgotamento que é difícil explicar em palavras. Via pouco sentido no que fazia, em passar a maior parte do meu tempo dedicando energia, meus neurônios, minha inteligência e força de realização para coisas em que não acreditava, que não mais ressoavam em mim, nas quais não via um propósito, uma razão maior.

Isso, somado ao pouco tempo em casa com família e filhos, a uma demanda bastante estressante, me levou a ter baixas de saúde. Justo eu, que sempre me cuidei tanto com alimentação saudável, meditação, yoga. Estava tendo crises constantes de labirintite. Chegava à noite em casa e chorava. Dormia e acordava com uma sensação horrível de estresse correndo nas veias.

Quando me dei conta de que essa sensação não passava, me recolhi. Diminuí um pouco outras atividades que tinha, aumentei minha prática de meditação. E fui parar num lugar muito desconfortável de se estar: um encontro comigo mesma, que me dizia que era a hora de ter coragem de mudar. E que se eu adiasse, o que teria pela frente era uma espécie de buraco negro que só me afastaria cada vez mais de mim mesma.

Qual foi o momento da decisão? O que aconteceu?

A decisão de pedir demissão do meu emprego (era “diretora de núcleo” em uma empresa muito bacana, uma grande referência no meio da comunicação e da produção de conteúdo com qualidade) veio gradualmente, ao longo de um ano.

Fui tendo conversas com meus chefes, para, em um caminho de honestidade e clareza, dizer a eles que não estava mais vendo sentido no meu trabalho, à medida que minhas outras áreas de interesse cresciam. Me permiti, pela primeira vez, vulnerabilizar. Dizer a eles que não estava bem, que não estava segurando a onda.

Nessas conversas, meus olhos enchiam de lágrimas e, nas tentativas respeitosas e carinhosas da parte deles de me mostrar vantagens em permanecer, meu coração apertava. Eu sabia que não ia ter jeito: era chegada a hora de mudar. De fazer um caminho em direção a mim e colocar no mundo algo que fosse a união de tudo o que penso, sinto e acredito.

Nesse caminho de honestidade, nesse momento de ir em direção a uma vida com mais coerência aos meus valores, uma verdadeira “limpa” começou a acontecer na minha vida. Não só profissionalmente, mas nas relações pessoais. Tomei coragem de deixar para trás tudo e todos que não agregavam, que não me davam força para que eu acreditasse em mim mesma, na minha potência. Quando comecei a fazer esse caminho, uma força gigantesca veio de dentro de mim. E muitas pessoas ao meu redor me apoiaram tremenda e irrestritamente.

 

Quem te apoiou nesse momento de transição de carreira?

Quando tomei a decisão de mudar, claramente dentro de mim, vieram apoios em diversas frentes: da minha família, do meu pai (foi tão importante!), dos meus amigos (nessas horas ficou tão claro quem eram de fato meus amigos…), dos meus professores de Ayurveda (a medicina tradicional indiana, com a qual trabalho hoje).

Meus próprios chefes e parceiros de trabalho me apoiaram na decisão de fazer a transição. Porque o caminho que estava tomando era algo fortemente construído ao longo de anos, e não uma mudança de repente, “do nada”. Mas o maior apoio veio internamente mesmo, através das minhas práticas de meditação. Cada vez que terminava a minha prática, dia após dia, me vinha mais força e a certeza de que estava no caminho certo.

Foto do acervo pessoal da Renata no seu Facebook
Foto: acervo pessoal

Tive diversos insights durante as práticas de como deveria montar o programa de meditação que uniria a comunicação e os meus conhecimentos de yoga e de Ayurveda para ajudar as pessoas a desacelerarem a mente e voltarem a ouvir – e acreditar – na voz que vem do coração (que muitos chamam de intuição). O Programa Empreenda com Propósito da Silvia Pahins, que eu estava fazendo com muita dedicação na época, me ajudou muito também.

 

Quais foram os principais obstáculos?

Sem dúvida alguma, lidar com meus medos. Era a hora de encará-los, de olhar cada um deles a fundo, entrar em contato, reconhecer a raiz. Acolher. Para poder caminhar. Foi a parte mais dolorida e difícil. Porque é um caminho que precisa ser feito sozinha, no silêncio, com coragem e uma imensa disposição em não se autossabotar, em não camuflar mais nada.

É um olhar com coragem para cada buraquinho. Onde foi que aquele medo começou? Para que ele tinha me servido até então? Como seria minha vida sem aquele medo? Tão paralisante? Alguns desses exercícios foram propostos pela Silvia no Empreenda. Eu incrementei-os com outros, que vêm das tradições orientais que eu estudo há anos. Mergulhei nisso, não tinha mais tempo e nem nada a perder.

 

De que forma o trabalho da Silvia te ajudou? O que você considera que foi mais importante para o processo?

O trabalho da Silvia me ajudou muito, em diferentes aspectos. O Empreenda com Propósito me ajudou, sobretudo, a acreditar que era possível empreender o que me move, compartilhar com o maior número de pessoas as ferramentas que tanto me ajudam a viver uma vida com qualidade e significado.

Com o Empreenda, eu entrei em contato com os meus medos e os exercícios propostos pela Silvia me ajudaram a transcendê-los. O conhecimento trazido pela Silvia me ajudou a aprender sobre negócios digitais, e mais que isso, a ter a segurança de que, quando você empreende o teu melhor, oferecendo-o para o mundo, o mundo te devolve o melhor também.

A Silvia me ajudou a criar uma mentalidade positiva, abundante e próspera em relação ao meu negócio e à vida. De uma forma muito prática (com o Supernova,  programa de mentoria que ela oferece), me ensinou a estruturas meu negócio em cima dos meus reais valores, e a pensar em lançamentos e maneiras de vendê-lo, muito coerentes a esses valores.

Não à toa, eu sigo megaconectada a ela (agora pelo Soul Club) e a essa rede de pessoas que foi se aglutinando em torno dessa real possibilidade de empreender com propósito.

Hoje respondo às perguntas dessa entrevista aqui da Índia, para onde vim novamente. Dessa vez, com total liberdade de tempo, sem ter que dar satisfação para nenhuma empresa. E com infinitas possibilidades de criar novos negócios daqui, absolutamente inspiradas nas fontes de conhecimento que me alimentam. Uma sensação de liberdade que não tem preço e 13º que paguem.

 

Qual é o seu trabalho hoje e como você coloca seu propósito em movimento?


Foto: página do Pausa para Conectar no Facebook – Renata e Vivian, sua parceira de trabalho no Pausa para Conectar

Com o meu projeto eu consigo usar toda a potência da comunicação para ajudar as pessoas a conseguirem, de uma forma muito, muito simples e acessível, a realmente pararem para desacelerar a mente, para dar uma pausa mesmo nessa aceleração moderna que a gente vive, muito contaminados pela urgência constante, pelas mídias sociais e por uma pressa constante.

O meu propósito é ajudar as pessoas a desacelerarem a mente para voltarem a ouvir a voz do coração. E não só ouvir, mas acreditar nela (que é o que muitos chamam de intuição – que é esse núcleo de criatividade e de força), para ajudar as pessoas a levarem uma vida mais conectada a esse núcleo do coração (e não apenas ao núcleo da mente), e consequentemente voltarem a usar a mente a favor e não contra os movimentos do nosso coração.

Dessa forma, eu posso oferecer para as pessoas todos esses conhecimentos que fazem tanto sentido para mim. Eu consigo traduzir tudo o que aprendi de uma maneira muito acessível para elas. Junto com o Ayurveda, eu uso ferramentas como a meditação, o yoga e a música – trazida pela Vivian Amarante, minha parceira de trabalho, e é uma música toda embasada numa cultura de paz, que evoca uma sutileza que ajuda as pessoas a se manterem mais conectadas com o coração e menos com a mente. A música ajuda as pessoas no acesso às respostas do seu coração.

 

Vale a pena empreender com propósito?

Não tenho dúvida. Tenho vivido os dias mais gratificantes da minha vida.

Mas quero deixar claro aqui que, para empreender com propósito, é necessário dar passos concretos nessa direção, criar base. Base esta que vai ser fundamental quando, no início, as coisas não saírem “certinhas” de primeira ou não te darem um baita retorno financeiro logo no início.

Quando me refiro à base, falo sobre a necessidade de um profundo mergulho em direção ao autoconhecimento. E não no sentido batido desse termo, mas no sentido de olhar com coragem para tudo que te paralisou até então, para todos os medos e insegurança. Se aproximar de pessoas que possam compartilhar conhecimento e o caminho já trilhado ajuda muito. Formar uma rede de apoio e troca de experiências, com pessoas que estão na mesma vibe e propósito que você, ajuda, e muito.

Eu acredito fortemente, e cada vez mais, que o segredo para seu negócio dar certo é fruto dessa somatória:
conhecimento + autoconhecimento + rede de apoio.

Foto: página do Pausa para Conectar no Facebook

Após esse bate-papo com a Renata, você pode ver ao vídeo abaixo, em que ela contou um pouco mais sobre a sua história enquanto ainda estava em processo de transformação e aprendizado no Supernova. Aqui ela mostra como foi o Empreenda com Propósito para ela, e fala sobre sua vida pessoal e como a mudança de vida ajudou a melhorar sua relação com os filhos.

Se você deseja começar essa mudança em sua vida, clique aqui e comece a Jornada Empreenda com Propósito gratuitamente. Vamos adorar poder contar sua história neste espaço futuramente!

O que espiritualidade tem a ver com empreendedorismo?

O que espiritualidade tem a ver com empreendedorismo?

Alguma vez você parou para pensar na relação entre espiritualidade e empreendedorismo?

A princípio, a livre associação da mente pode nos trazer a imagem de pessoas ou mundos muito diferentes, mas, na verdade, uma não exclui a outra, e sim se complementa.

Neste artigo, queremos unir esses dois aspectos importantes da vida para refletir sobre algo cada vez mais buscado nos dias atuais: autorrealização, ou simplesmente felicidade, sem restrições e sem ilusão.

Vamos te mostrar que espiritualidade tem a ver com empreendedorismo e que é uma combinação que pode trazer mais leveza e satisfação para a sua vida e o seu trabalho. Quer saber como? Então continue a leitura!

O descompasso do estilo de vida predominante

Não é novidade que hoje em dia, mesmo com tanto conhecimento disponível, a maior parte das pessoas se encontra longe da felicidade genuína. Neste vídeo de Steve Cutts, somos levadas, de um jeito até chocante, a pensar sobre o que estamos fazendo e o que estamos permitindo que façam conosco.

Estamos escolhendo fazer parte disso inconscientemente, e aparentemente as coisas são assim e não podem ser mudadas. Mas será que isso é verdade? Será que estamos aqui para vivermos tão desconectados e abrir mão da nossa própria humanidade, da nossa capacidade de sentir e de viver de acordo com nossos próprios valores?

Prem Baba, no início do seu livro Propósito – A Coragem de Ser Quem Somos, descreve a nossa condição atual como humanidade:

Talvez o maior infortúnio do ser humano tenha sido, em algum momento da sua jornada, ter acreditado ser o centro da criação. Nossa inteligência nos proporcionou muitas conquistas. Conseguimos um certo domínio sobre a matéria e com isso passamos a agir como se a natureza existisse somente para nos servir. O ego, enquanto símbolo da individualidade, tomou conta da nossa experiência na Terra. Essa visão limitada nos conduziu ao esquecimento de quem somos e do que viemos fazer aqui. E hoje sofremos de uma profunda doença chamada egoísmo, que nos leva a manifestar um grau insustentável de desrespeito à natureza e aos outros seres humanos, além de uma profunda ignorância em relação ao significado da vida.

 

No decorrer dos séculos, temos usado nossa inteligência para reafirmar essa visão autocentrada e para provar que somos superiores a tudo e a todos. O ego, que é apenas um veículo para a experiência da alma neste plano, tornou-se o imperador máximo, e o individualismo tomou proporções brutais.

 

Perdemos a conexão com nossa identidade espiritual e com a própria razão de estar aqui. Deixamos de nos questionar sobre o sentido da vida, e isso aprofundou o esquecimento da nossa essência e dos valores intrínsecos a ela.

Fomos educadas para servir a um sistema que não só não estimula desenvolver autoconhecimento, como também desvaloriza a expressão de sentimentos e emoções, que considera fraca a pessoa que pede ajuda e reconhece os próprios erros, e valoriza a completa omissão das necessidades pessoais (e – por que não? – da alma) em favor de interesses financeiros.

Muitas de nós fomos levadas a acreditar por muito tempo que o coração não é um órgão inteligente e tampouco uma referência confiável para as nossas escolhas. A mente, sim, é a que faz as “coisas certas”. Felizmente, sabemos que não é assim, e que o coração é bem mais inteligente do que a mente no que diz respeito às emoções.

Os nossos valores, o sentido da vida e o bem-estar estão intimamente ligados ao nosso coração. O aumento da incidência de doenças psicoemocionais, como depressão, síndrome de pânico, crise de ansiedade, vícios e compulsões é um sinal evidente de que excluir as emoções da vida, da nossa educação e do ambiente de trabalho não funciona. Reforça a necessidade de voltarmos a olhar para as nossas emoções e sentimentos como pistas para o caminho de volta ao nosso coração.

Quem sou eu, o que vim fazer e por que estou aqui?

Diante de tanta desconexão, da falta de sentido da vida cotidiana, é natural se questionar:

Quem sou eu?

De onde vim, para onde vou?

Por que estou aqui?

Quem nunca se fez essas perguntas em momentos que parecia não haver saída ou que nada estava saindo como gostaria? Elas nos levam para o ponto seguinte, a espiritualidade, e a porta de entrada para ela é o autoconhecimento.

A proposta da espiritualidade é de trilhar o caminho de volta ao nosso coração, pois é nele que se encontra a nossa ligação direta com algo maior – que as religiões, cada uma a seu modo, buscam explicar e sistematizar de acordo com suas regras e dogmas. Nossa intenção aqui não é de falar do ponto de vista religioso, e sim o prático.

Autoconhecimento, espiritualidade e empreendedorismo com propósito – tarefas e anseios da alma

Como foi dito até aqui, nosso coração é o centro das nossas emoções e sentimentos. Espiritualmente, ele também abriga a nossa sabedoria inata – aquilo que trouxemos de um outro lugar que não este planeta. Então, deveríamos dar mais atenção a ele do à mente quando desejamos nos alinhar com o nosso propósito de vida.

Nós estamos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Viemos de uma mesma fonte que criou e mantém tudo o que existe. Temos um potencial inimaginável de criação e materialização, e com ele viemos cumprir tarefas de evolução individual e coletiva. Esse potencial é o que alguns chamariam de dom, dharma, vocação, benção divina…

Essas tarefas são o que compõem o nosso propósito de vida. Há tarefas que todo mundo tem e tarefas que só nós escolhemos para realizar e que podem impactar o todo. Essas últimas são as que podem nos ajudar a criar um trabalho de valor, seja um negócio ou não, e que vai nos fazer sentir aquela felicidade que citamos lá no início, lembra?

Desafios que nos levam de volta ao coração

Só que no caminho de nascer, crescer e chegar ao momento de colocar nossa luz para brilhar no mundo, nós passamos por diversas experiências. Muitas delas causam esse esquecimento que o Prem Baba fala no seu livro. Nós esquecemos por que viemos e quem somos, começamos a viver conforme nos falaram e entramos no piloto automático.

Mas, felizmente, temos a pista de um propósito básico: estamos aqui para sermos felizes. E quem nos mostra se estamos no caminho ou não? O coração! Ou seja: a espiritualidade pode estar sempre com a gente nos ajudando se nos dedicarmos a perceber o que faz o nosso coração vibrar. E viver e trabalhar com essa sensação é o que garante uma vida com propósito.

Empreendedorismo e espiritualidade têm tudo a ver!

E por que não fazer seu coração vibrar empreendendo? Escolhendo a vida que você deseja ter? É por isso que a gente disse: espiritualidade na prática tem tudo a ver com empreendedorismo! Você pode ser quem você é e cumprir seu propósito através de um trabalho seu, fazendo do seu jeito, se sentindo feliz por estar fazendo o que veio fazer e ainda ajudando o mundo a ser um lugar melhor. Porque quando todos nós pudermos ser quem nós somos e entregar sua luz ao mundo, não estaremos mais na mesma realidade que vivemos hoje.

O autoconhecimento nos leva a compreender que somos empreendedores da nossa própria vida, mas antes somos seres espirituais que vieram ter uma experiência humana e deixar sua marca no mundo, melhorá-lo e oferecer algo para a humanidade. E isso é realizável a partir de uma mentalidade aberta a mudanças, aprendizados e riscos.

Faz parte a gente se sentir perdido, mas não faz sentido continuar assim uma vida inteira. Se você ainda está lendo esse artigo, é sinal de que acredita que toda vida tem um propósito.

Como já dissemos nesse outro artigo, empreender é muito mais do que abrir uma empresa, é você tomar as rédeas da sua vida, começar a olhar pra dentro de você, buscar elevar o nível de consciência das suas escolhas e decisões, é deixar de seguir a manada e começar a criar a vida que você quer realmente viver.

Como descobrir seu propósito?

Se as respostas que buscamos podem ser encontradas com a guiança do nosso coração, descobriremos o nosso propósito se olharmos para dentro. Não há outro caminho. E se o autoconhecimento é a porta que nos leva até ele, só nos resta investir em processos que nos ajudem a nos conhecermos (ou nos reconhecermos). E para isso vale tudo, até atividades que talvez você nem considere importantes.

Processos de autoconhecimento

Há processos de autoconhecimento tanto quanto há estrelas no céu, para todos os estilos, necessidades e afinidades. Abaixo relacionamos alguns.

Coaching

Você, com certeza, já ouviu falar dos benefícios do coaching em algum momento da sua carreira. Ele tem o potencial de ajudar a tornar as descobertas mais claras e intensas.

É uma metodologia que une técnicas e ferramentas com base científica e de resultados comprovados para ajudar um indivíduo a entender melhor quem ele é e o que ele busca. Com base nos aprendizados, esse método ainda tem como objetivo prover meios para melhorar o desempenho de sua vida pessoal e profissional.

Em outras palavras, o/a coach desempenha o papel de guia que ajudará você a entender melhor quais as suas habilidades e pontos que precisam ser melhorados e a organizar seus objetivos e metas. Dessa forma, a partir de um planejamento bem estruturado e, com o apoio desse profissional, você conseguirá desenvolver todas as áreas de sua vida e conquistar excelentes resultados.

Terapias Holísticas

Nunca se falou tanto sobre o efeito das emoções na nossa saúde física e sobre a necessidade de inserir hábitos à rotina que promovam bem-estar e uma relação mais próxima com o coração, a fim de desenvolver a inteligência emocional. Mas não é só mente e coração que importam para as terapias holísticas.

Sabemos que os problemas de hoje são muito desafiadores. Tanto do ponto de vista material como espiritual, as causas podem ter origens diversas, e poder investigá-las é fundamental para o tratamento. Foi nesse contexto que surgiu a visão holística do ser humano. Atualmente, profissionais de diversos setores da saúde a consideram na hora de tratar pessoas com as mais variadas doenças.

O termo “holístico” vem do grego holus, que significa todo, inteiro. Desse modo, dentro dessa visão, o indivíduo é tratado de forma global, considerando seus aspectos físico, mental, emocional, espiritual e energético. Isso quer dizer que corpo, mente e alma estão interligados, por isso, todos esses elementos são considerados, concentrando-se nas causas das doenças e não apenas nos seus sintomas.

Seu objetivo é despertar no próprio indivíduo os recursos necessários para alcançar a autorrealização por meio do despertar de consciência. Uma vez desperto, ele encontrará meios de enfrentar seus problemas de forma harmoniosa.

Existem diversos tipos de terapias e cada uma tem seu modo de atuação e benefícios. Dentre as técnicas mais conhecidas, podemos citar:

  • Acupuntura;
  • Reiki;
  • Yoga;
  • Meditação;
  • Florais;
  • Aromaterapia;
  • Cromoterapia;
  • Massoterapia;
  • Radiestesia;
  • Cura Prânica;
  • ThetaHealing;
  • Access Consciousness®;
  • e por aí vai…

Algumas técnicas atuam no sistema energético da pessoa visando o equilíbrio vibracional, para posteriormente alcançar mais benefícios. Outras aparentemente têm atuação física, mas ajudam a alcançar equilíbrio emocional e espiritual, como é o caso da yoga.

Basicamente, o terapeuta faz uma anamnese para descobrir os aspectos que precisam ser trabalhados no paciente. O profissional não concentra sua atenção nos sintomas físicos, mas na origem deles, já que, para ele, o tratamento deve começar de dentro para fora, e não o contrário.

A intenção é curar a questão pela sua origem, que, na maioria das vezes, é emocional, mental e até mesmo espiritual. Porém, a terapia holística é um complemento à medicina tradicional e não deve substituí-la.

Resgatar aquilo que sempre amou fazer

Hobbies

Sabia que aquele seu passatempo pode estar escondendo o seu talento? Ele pode se tornar o negócio da sua vida e te render muitos frutos, não só financeiros como também emocionais. Duvida? Você pode ler sobre, por exemplo, histórias de blogueiras de moda que hoje faturam alto com coisas que faziam como hobbie e, com o passar do tempo, se tornaram um grande sucesso.

O que você amava fazer quando era criança?

É possível trabalhar com aquilo que ama e se sentir satisfeito de todas as formas. Resgate o que você amava fazer quando era criança. Não se lembra mais? Pergunte para seus familiares, amigos, eles podem te ajudar.

Qualidades pessoais

Você já parou para refletir sobre as suas qualidades? Todos nós temos pelo menos uma que não precisa ser, necessariamente, algo que fazemos com um objeto. Por exemplo: você pode ser ótimo em ouvir as pessoas e em dar conselhos. A qualidade pode ser qualquer coisa que você tenha.

Se você não consegue identificar alguma, peça para algum amigo, conhecidos ou familiares descreverem o que mais gostam no seu jeito de ser e o que te faz tão diferente da maioria.

No que você é realmente boa mas não reconhece?

Já trabalha? Comece a pensar no que mais gosta de fazer durante o seu expediente. Por exemplo: você se sente melhor trabalhando de forma isolada ou no meio de muita gente? Gosta de lidar com as pessoas ou prefere fazer as coisas de forma independente? Gosta de mexer com papéis ou tem pavor da parte burocrática?

Tudo isso precisa ser analisado. Se você ainda não souber as respostas para essa pergunta, pare um pouco para analisar enquanto estiver trabalhando. Pense no que você tem mais facilidade, naquilo que não te demanda muito esforço e no que você faz de forma natural, sem muita dificuldade.

Parar de se comparar com o outro

Você se lembra, na sua infância, quando você queria fazer algo — geralmente por influência dos seus amiguinhos — e sua mãe bradava: “você não é todo mundo”? Ela sempre teve razão.

Você é uma pessoa única, com suas qualidades e defeitos, assim como todas as outras são. Nós sabemos que é muito difícil deixar de se comparar com os demais, porém experimente controlar esse impulso.

Nas redes sociais, por exemplo, é muito comum que as pessoas postem somente coisas boas a respeito de si. Isso leva os demais a enxergarem como alguém que se encontra plenamente feliz e a acreditar na “farsa da grama do vizinho”. A realidade pode ser outra e vocês talvez não estejam satisfeitos com suas vidas.

Portanto, em vez de se martirizar pelo que o outro tem ou deixa de ter, foque somente em sua vida. Libere a negatividade e dê espaço para a gratidão.

Por que empreender com propósito?

Como dissemos antes, estamos aqui para sermos felizes e, como seres espirituais vivendo uma experiência humana, esse é um dos propósitos de vida mais básicos que temos o direito de cumprir. Realizar aquilo que faz o nosso coração vibrar é um claro sinal de uma vida feliz e alinhada com o seu ser.

Sendo assim, que motivo maior poderíamos dar para empreender com propósito senão sentir que está realizando a própria missão de vida, e não mais executando tarefas que tiram o brilho do olhar e que não fazem mais o menor sentido?

E o que vem incluso no pacote:

Você se realiza muito mais

Você se sente no lugar certo, na hora certa, realizando tudo o que tanto ama e, assim, se sente grato. E essa gratidão só alimenta mais amor e realização.

Você se alinha com os seus valores pessoais

Tudo o que é importante para você faz parte da sua rotina. O que você pensa, acredita, diz e faz se alinham e assim sua vida se torna coerente e uma expressão de quem você é.

Você entra no estado de fluxo

Ao cumprir seu propósito, é inevitável que você use seus talentos naturais. Tudo fica tão fácil e leve que você entra num estado de consciência que o tempo voa e você acessa o fluxo de criatividade e abundância que existe para todos nós.

Sabe aquela sensação de que vai chegar o Natal, mas não acaba o mês? Então, é o estado de flow é inversamente proporcional a isso: quanto mais usa os talentos, mais rápido o tempo passa.

Maior contribuição com o mundo

Junte tudo o que falamos aqui nos outros tópicos. Qual o resultado? Você gerando luz no mundo, que se espalha, inspira e ilumina outras pessoas que estão buscando sentido na sua vida. Essa é a contribuição mínima que você pode trazer para o mundo.

Mas a possibilidade de sermos luz ainda nos assusta. Como diz Marianne Williamson, no livro A Return to Love:

Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossas trevas, que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu para ser brilhante, lindo(a), talentoso(a) e fabuloso(a)?
Na verdade, quem é você para não sê-lo?
Você é uma criança de Deus.
Fazer-se menor não serve ao mundo.
Não existe iluminação em diminuir-se para que outros não se sintam inseguros à sua volta.
Nós nascemos para manifestarmos a glória de Deus dentro de cada um de nós.
E não é apenas em alguns de nós. É em todos nós.
E à medida que deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão às outras pessoas de fazer o mesmo.
À medida que nos libertamos do medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.

Então, mais do que nunca, precisamos do amparo do autoconhecimento e da espiritualidade para sermos a luz que viemos ser no mundo. Além de sermos felizes, nosso propósito de vida é o de superar nossas dificuldades internas e nos curarmos do medo, insegurança, pessimismo, ansiedade, baixa autoestima e falta de autoconfiança.

Somos muito mais poderosos do que imaginamos! Parafraseando Gandhi, o que estamos esperando para ser aquilo que esperamos ver no mundo?

Esse artigo é apenas o começo! Que tal se aprofundar no seu autoconhecimento? Você pode começar agora com este e-book gratuito. Para baixá-lo, é só clicar AQUI.

Você já está realizando algum processo de autoconhecimento? Responde para nós aqui abaixo nos comentários. Se você gostou desse artigo, não deixe de compartilhar nas redes sociais.

Aprenda a calcular hora de trabalho e ganhe mais qualidade de vida

Aprenda a calcular hora de trabalho e ganhe mais qualidade de vida

Empreender é o sonho de muitas pessoas que desejam ter autonomia sobre suas finanças e seus horários. Muitas vezes, o mundo corporativo toma todo o nosso tempo e pouco sobra para a família ou o lazer. Porém, ao abrir o seu próprio negócio, se você não souber calcular hora de trabalho, poderá acabar no mesmo dilema (ou ainda pior).

Trata-se de uma verdadeira armadilha da vida moderna. Quando trabalhamos em uma empresa, costumamos sair muito tarde de lá e, até mesmo, levar serviço para casa.

Por outro lado, se o tal empreendimento é nosso, corremos o risco de misturá-lo com a vida pessoal. E, se você começar a entender esses dois setores como “uma coisa só”, poderá se tornar refém do próprio trabalho.

Esteja ciente de que não existe receita pronta para o sucesso e de que dedicar-se ao trabalho também pressupõe alguns limites. É claro que você precisa “correr atrás” de seus objetivos, mas não seja muito duro consigo mesmo e nem se cobre demais. Seja responsável na medida certa, sem exageros.

Para não perder essa medida, o ideal é organizar seu tempo e calcular corretamente as horas trabalhadas. Quer saber como? Continue a leitura!
 

Mas como funciona o cálculo?

Quando você é assalariado, a rotina semanal de trabalho conta com 44 horas (8 horas de segunda a sexta e mais 4 no sábado). Estima-se que o mês seja composto por 5 semanas, totalizando 220 horas. Quem fica até mais tarde na empresa, excedendo essa carga horária, ganha (ou deveria ganhar) um valor adicional referente às horas extras.

Quando você tem o seu próprio negócio, não há mais salário fixo: passa-se a viver do lucro. O adicional de horas extras também deixa de existir. E é aí que alguns empreendedores acabam desvalorizando em grande escala a sua hora de trabalho.

O cálculo é simples: vamos supor que o seu lucro seja de R$ 2.000,00 por mês. Dividindo esse número pelas 220 horas de trabalho, o resultado é R$ 9,09. Se você trabalhar 10 horas por dia (50 horas a mais no mês) e obtiver o mesmo lucro, o valor cai para R$7,41.

Isso porque trabalhar mais horas nem sempre é sinônimo de maior produtividade. Muito pelo contrário — pode denotar falta de organização.

Para que não haja erros de cálculo, entretanto, primeiro você precisa ter o controle do quanto gasta com matéria-prima, energia elétrica, água, telefone e todos os recursos que são utilizados para desempenhar suas atividades. O valor de venda do produto menos todas essas despesas é que definirá seu lucro.

Eleja um livro-caixa e anote nele todos os seus custos. Peça notas fiscais a cada compra realizada. Conhecendo o lucro, é possível partir para esse cálculo de horas trabalhadas que mencionamos acima. Percebeu como dedicar-se integralmente à sua empresa faz com que você desvalorize a sua hora de trabalho e tenha ainda menos tempo para a família?
 

O que fazer, então?

Uma vez ciente dessa informação, você deve se esforçar para não cometer tal erro. E tudo vai depender da maneira como o seu tempo é administrado. Fazer um planejamento de todas as suas tarefas e classificá-las de acordo com a prioridade de cada uma ajuda muito.

E, hoje em dia, existem até softwares específicos para auxiliar nessa tarefa. Pensar que ser empresário é sinônimo de passar 24 horas por dia conectado à companhia é uma grande ilusão. Entenda, de uma vez por todas, que a vida não se limita ao seu trabalho!
 

E o que eu ganho com isso?

Você se lembra de um dos motivos que te levou a empreender? E do quanto vivia angustiado por não ter tempo para a família?

Pois bem, se não houver um bom cálculo do valor de sua hora de trabalho, seu tempo livre pode se tornar ainda mais escasso. E não pense que o fato de trabalhar para si mesmo o isentará do estresse. Muito pelo contrário: ser o único responsável pela gestão de um negócio tende a aumentar a sua ansiedade.

Lembre-se de que retorno financeiro não é tudo o que você precisa para se sentir feliz e realizado. Gerenciar seu tempo traz algumas vantagens que jamais seriam substituídas por dinheiro. Quer ver algumas delas? Acompanhe:
 

Oportunidade de se dedicar a pessoas queridas

O tempo livre poderá ser desfrutado junto à sua família. Seu cônjuge e seus filhos também se beneficiarão dessa convivência. Muitas vezes, sentar-se com seu parceiro para conversar um pouco ou ajudar um filho na lição de casa fortalecerá a cumplicidade entre vocês.
 

Momentos de lazer

Sabe aquele hobby que ficou de lado quando você passou a assumir mais responsabilidades no trabalho? Será possível voltar a praticá-lo.

Dependendo da atividade, até mesmo seus familiares poderão envolver-se nela, o que proporcionará momentos de descontração para todos. Viver sempre preocupado com os problemas do trabalho gera uma alta dose de estresse, que se agrava ainda mais quando não se faz algo prazeroso.
 

Chance de cuidar de si mesmo

Já parou para pensar que seu organismo é uma máquina e, portanto, também precisa de “manutenção”? Não ter tempo para ir ao médico e “disfarçar” as dores diárias com analgésicos podem levá-lo a desenvolver problemas mais sérios no futuro.

Ainda que você esteja se sentindo ótimo, marque uma consulta e faça um check-up. Além disso, cuide de sua saúde psicológica: a quantas anda a sua ansiedade e seu nervosismo?

Quando corpo e mente estão em equilíbrio, nos tornamos mais produtivos até no trabalho. Não permita que a sua vida vire um círculo vicioso, no qual você se sente mal por não atingir os resultados que gostaria, mas não consegue alcançá-los exatamente porque não está bem.

Cuide primeiro de si mesmo e você sentirá a diferença na disposição para desempenhar suas atividades diárias. Uma mente sã sempre é capaz de feitos surpreendentes.

Portanto, calcule o valor de suas horas de trabalho, organize suas tarefas e separe a empresa da vida pessoal. Dessa forma, você será uma pessoa mais feliz — e todos os setores fluirão melhor.

Gostou das nossas dicas para calcular hora de trabalho? Assine nossa newsletter e continue por dentro das novidades!

Como escolher a ideia para um novo negócio? Saiba aqui!

Como escolher a ideia para um novo negócio? Saiba aqui!

Empreender é uma característica que pode fazer parte da sua personalidade, mesmo antes do surgimento da ideia para um novo negócio. Uma pessoa com características empreendedoras é alguém que possui iniciativa, visão e comprometimento, entre outras qualidades. Quando você reúne características como essas possui o que chamamos de “potencial empreendedor”, ou seja, você tem tudo o que precisa para empreender.

O que distingue pessoas com o potencial empreendedor daquelas que empreendem de fato é somente a ideia. É ela quem dá vida a um projeto e transforma sonhos. E, do contrário do que se pensa, ter uma ideia nem sempre é fácil.

Se você estiver entre aqueles que possuem potencial empreendedor, mas ainda não teve sua grande ideia, siga conosco. Temos dicas para ajudar você nesse processo. Acompanhe!
 

Saiba buscar a inspiração

Nenhuma ideia surge do nada. Ela é fruto de intenso envolvimento com determinado tema. Aliás, as boas ideias costumam surgir dos problemas que aparecem. Isso se justifica: o que é o automóvel senão a solução para o transporte de longa distância? O que é o telefone senão a solução para a comunicação?

De uma maneira geral, as grandes ideias têm a ver com os problemas que as pessoas encontram pelo caminho, por isso, se concentrar na compreensão dos problemas (e não nas soluções) é o primeiro passo para ter uma boa ideia.


Transpire em busca da ideia para um novo negócio

A inspiração vem naturalmente quando você entende que existe um problema a ser resolvido. Esqueça a ideia de que os gênios são feitos de improviso. Thomas Edison, talvez o maior inventor de todos os tempos, costumava dizer: “a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”.

A transpiração aqui diz respeito ao tempo que você precisa dedicar ao assunto em questão. Por isso, procure se aperfeiçoar na área em que deseja empreender. Leia muito sobre ela, conheça profissionais, entenda com ela funciona. Enxergue os detalhes que nem todas as pessoas enxergam. Isso exige dedicação e amor ao que faz.
 

Faça benchmarking

O benchmarking é um processo de comparação que permite a uma empresa usar os métodos, produtos, serviços e práticas de outras empresas como referência para o próprio trabalho. Ele permite a você estar sempre de olho no que outras organizações estão fazendo para não ficar para trás.

É algo que todas as grandes companhias do mundo fazem e o que permite a elas se manterem no topo. Esse processo acontece quando você observa algo que está sendo bem-feito em outra empresa, busca entender a metodologia por trás disso e consegue incorporá-la ao seu próprio negócio.

O que isso tem a ver com a ideia? Tudo. Quando você sabe o que faz com que uma atividade seja bem-sucedida, pode adaptar os procedimentos para a sua própria atividade, mesmo que seja de natureza distinta.
 

Valide sua ideia

Mesmo que você acredite que sua ideia é genial, cabe sempre ao mercado dizer se sua proposta é boa ou não. Isso diz respeito a toda gama de envolvidos no projeto, como fornecedores, concorrentes e também clientes. Mas para que a sua ideia seja válida, é preciso que ela seja, primeiramente, apresentável.

Trabalhe, portanto, com um plano de negócios. Neste aspecto, o Sebrae deve ser um aliado no seu projeto. Quando você estrutura sua proposta de maneira racional, obtém condições de negociar melhor com todo tipo de colaborador, inclusive investidores.

Uma dica é se colocar no lugar do outro ao elaborar o plano de negócios. Imagine como seria se você tivesse que investir neste projeto. Esse tipo de ação ajuda a criar propostas mais interessantes.
 

Analise o mercado

Uma boa ideia oferece às pessoas aquilo que elas precisam e que, muitas vezes, ainda não sabem. Para chegar a algo com essas características, nada melhor do que fazer uma análise de mercado profunda. Essa análise envolve a identificação do público-alvo e, fundamentalmente, o conhecimento da concorrência.

Trabalhe com pesquisas. Elas devem ser sua fonte principal de conhecimento a respeito daquele espaço que ainda não foi preenchido.

Você pode encomendar uma pesquisa com algum instituto caso já tenha capital para esse investimento ou então trabalhar com pesquisas gratuitas disponibilizadas por empresas na internet. De qualquer forma, nunca avance em sua proposta sem antes saber se há espaço para ela no mercado.
 

Esteja atento ao surgimento de oportunidades

É importante ressaltar que as oportunidades estão sempre surgindo. Empresas, mesmo as mais adaptadas ao mercado, podem deixar brechas para novidades. Foi o que deu vida ao Uber. Quando ele surgiu, havia a necessidade de facilitar as caronas em áreas metropolitanas. Com os altos preços praticados por empresas de transporte público e táxis (uma brecha deixada por grandes empresas), o aplicativo tornou-se tendência mundial e hoje fatura milhões, aliás, bilhões.

Esteja atento ao mercado em que deseja empreender. Ao conhecê-lo bem, você consegue identificar problemas para propor soluções.
 

Faça aquilo que gosta

O ideal é que você mergulhe de cabeça no assunto que escolher para que as ideias surjam naturalmente. Elas virão em função dos problemas que aparecerem.

Por isso, a dica aqui é se concentrar naquilo que realmente ama. Você gosta de tecnologia? É isso o que motiva você a ficar até tarde acordado para entender mais sobre a área? Você se interessa por política? Carros? Esportes? O tema fica a seu critério, mas é importante que você seja leal consigo mesmo e pense menos no dinheiro e mais na dedicação ao lidar com algo que te motiva.

É engraçado pensar que as pessoas levam meses para decorar uma fórmula matemática que envolve no máximo três letras, mas conseguem memorizar em questão de minutos músicas inteiras como “Faroeste Caboclo”. O que acontece? É o interesse. Quem decora uma canção que dura 9 minutos e 10 segundos tem toda capacidade para decorar uma fórmula de três letras como E=mc², mas não o faz porque não se interessa pelo assunto.

Faça aquilo que gosta e chegue mais longe.
 

Monte um time forte

Trabalhar em equipe é fundamental para alavancar boas ideias. Nem sempre você terá condições de pensar, planejar, executar e mensurar as ações individualmente. Por isso, contar com pessoas ao seu lado faz toda a diferença. Reúna essas pessoas em torno de um foco para capitalizar quando as novas ideias surgirem.

Conhecimento técnico, experiência e bons contatos são essenciais para que todas as dicas anteriores sejam bem executadas. Invista nisso na montagem do seu time.

Depois de aprender mais sobre como ter a ideia para um novo negócio, que tal descobrir mais sobre a relação do dinheiro e felicidade: de que lado está sua carreira profissional?

 

Plano de negócio: aprenda o passo a passo

Plano de negócio: aprenda o passo a passo

O plano de negócio é o documento essencial que mapeia oportunidades e prevê gastos na criação de uma empresa. Trata-se do primeiro passo para quem deseja empreender. Nele, você transfere as ideias para um documento físico, mostrando como atingir estrategicamente cada ponto do futuro empreendimento — aumentando bastante suas chances de sucesso.

vontade de fazer acontecer, característica comum de muitos tipos de empreendedores, às vezes negligencia a fase de planejamento do novo negócio. Quem reconhece a necessidade de elaborar o plano de negócio nem sempre dispõe de capacidade técnica ou as orientações necessárias para fazê-lo.

Continue a leitura e confira o passo a passo para fazer o seu plano de negócio!

O amadurecimento da ideia

Antes de começar a montar o plano de negócio, reflita bastante sobre a sua ideia. Verifique se ela é realmente uma oportunidade de negócio.

O Método Canvas é recomendado nessa etapa, em que a validação da ideia permite que você, empreendedora, consiga montar um plano mais robusto e eficiente.
>> Aproveite para baixar o e-book gratuito: Como escolher a melhor ideia de negócio para empreender.

A organização do sumário

O plano de negócio começa pelo sumário executivo. Nele, você colocará os aspectos do plano para que haja uma ideia de cada seção. Por ser um resumo de tudo, é a última parte a ser escrita e deverá conter uma breve descrição da empresa.

Aqui, você descreverá o que é o seu negócio, quais são os diferenciais competitivos que ele tem, a missão, o seu perfil de empreendedor, os produtos e serviços que serão oferecidos, o segmento de clientes que será atendido, a localização da empresa, o investimento total, os indicadores financeiros, a forma jurídica e o enquadramento tributário.

A análise de mercado

Essa etapa do plano de negócio visa identificar quem são os clientes, concorrentes e fornecedores. Detalhe aqui os produtos e serviços que pretende oferecer, bem como os seus diferenciais.

A identificação do público-alvo do seu empreendimento é fundamental. Por mais óbvio que pareça, lembre-se de que nenhuma empresa existe sem ter clientes. Isso pode ocorrer caso você mire no público errado.

Busque informações detalhadas sobre quem é o cliente, onde ele mora, quais são os seus hábitos, se é pessoa física ou jurídica, como ele se comporta e o que busca no mercado. Para levantar essas informações, elabore questionários, realize entrevistas e converse com clientes potenciais. Existe outro meio para se alcançar os mesmos resultados: analisando a concorrência.

Todas as informações que forem coletadas permitirão que se faça um retrato do mercado. Ele servirá de guia para indicar se o seu negócio está indo na direção certa ou não. São esses resultados que pautarão as promoções e ações de marketing, cujo objetivo é conquistar o público-alvo logo no início da operação.

A qualidade e o custo-benefício

Esse é o momento em que você pensa sobre o posicionamento do seu produto e/ou serviço. Como você pretende que ele seja visto pelo mercado?

Nessa etapa, quanto mais dados sobre o mercado você conseguir reunir, mais conhecimentos e subsídios suficientes terá para desenvolver um plano de marketing.

O plano operacional

A parte operacional do plano de negócio é o responsável por definir como a sua empresa desenvolverá e comercializará os produtos e serviços. Liste aqui todos os equipamentos que serão utilizados, a quantidade de recursos humanos a ser contratada e o tempo demandado para cada processo.

É nessa etapa que você deve se perguntar se conseguiria executar a estratégia necessária para se destacar no segmento em que pretende entrar.

Defina aqui a capacidade instalada, que é o quanto a sua empresa consegue produzir, vender ou prestar serviços durante um determinado período. Ela é influenciada por fatores como o número e o preparo dos funcionários, a produtividade dos equipamentos, a disponibilidade dos fornecedores e a capacidade de distribuição e armazenamento.

O plano financeiro

O plano financeiro apresenta em números as ações planejadas. Se concluir que o negócio tem espaço no mercado, o próximo passo é o cálculo do investimento de implantação. Coloque no cálculo os investimentos fixos (equipamentos, móveis e veículos), os investimentos pré-operacionais (reformas e registro da empresa), recursos financeiros para financiar clientes em compras a prazo e o capital de giro.

Faça também a análise comparativa entre receitas e custos, identificando o quanto gastará e o faturamento esperado. Este levantamento permitirá construir o demonstrativo de resultados. Nele, despesas e receitas serão colocadas lado a lado para saber se o empreendimento consegue operar no lucro ou no prejuízo.

Tenha consciência de que quem não mede, não gerencia. O plano financeiro permite calcular outros indicadores, como o ponto de equilíbrio (faturamento mínimo para que não haja prejuízo), prazo de retorno do investimento (tempo para que se recupere o capital investido) e a lucratividade.

A análise de cenários

Toda empresa corre riscos, seja quando é criada ou quando já está em pleno funcionamento. Prever e administrar esses riscos pode garantir a continuidade do negócio. A análise de cenários traz mais entendimento sobre como será o comportamento do seu empreendimento.

Para os cenários de maior probabilidade são desenhadas diferentes estratégias. Simule valores e situações diversas, preparando cenários em que o negócio obtenha resultados pessimistas, como a queda das vendas e o aumento dos custos, e os resultados otimistas.

Pense em ações para prevenir adversidades ou potencializar situações favoráveis.

A atualização do plano de negócio

O plano de negócio não é um documento engessado. À medida que você vai fazendo, poderá mudar a quantia a ser investida ou como será o seu produto final. É melhor fazer as alterações dentro do plano do que com a empresa já em funcionamento.

Quando ela estiver ativa no mercado, você também deverá fazer algumas adaptações no seu plano de negócio. O objetivo aqui é realizar a atualização dos dados levantados de acordo com a realidade e o crescimento da empresa.

Errar no papel é bem mais seguro do que no mercado, não é verdade? Com as dicas acima, prepare-se para elaborar o plano de negócio do seu empreendimento.

Aproveite para aprimorar o seu conhecimento conferindo mais um de nossos posts: Método Canvas: o que é isso e como ele pode ajudar meu negócio?