Respire fundo! Vale a pena jogar tudo para o alto e mudar de carreira?

Respire fundo! Vale a pena jogar tudo para o alto e mudar de carreira?

Problemas no trabalho são comuns a todos. Nem sempre você terá um chefe compreensivo, um ambiente harmonioso e tempo para a família. No entanto, quando as vertentes negativas começam a se sobressair diante das positivas, talvez seja a hora de fazer uma reflexão mais profunda e, quem sabe, até mesmo cogitar mudar de carreira.

Antes de qualquer coisa, é fundamental analisar o grau de insatisfação que o seu atual trabalho vem trazendo. Se se trata apenas de problemas superficiais e passageiros, talvez seja o caso de reconsiderar.

Mas, se você está se sentindo frustrado e desmotivado a maior parte do tempo e há momentos nos quais não consegue enxergar um propósito na própria vida, pode ser que tenha chegado a hora de mudar.

Caso chegue à conclusão de que a mudança realmente se faz necessária, evite agir com a “cabeça quente”. Quando estamos nervosos com alguma situação, corremos o risco de tomar decisões impensadas, que poderão colocar a perder toda a nossa carreira profissional.

Portanto, pondere antes de tomar uma atitude e comece agora mesmo a planejar cada passo para a grande mudança. É importante ter em mente que não é necessário largar o seu atual emprego para só depois começar a empreender. A transição poderá acontecer gradualmente, até chegar o momento no qual você terá de escolher uma das carreiras.

Mas, até essa hora chegar, você já terá uma estrutura que possibilitará uma escolha consciente. Pensando em ajudar nessa importante decisão, listamos abaixo algumas dicas para construir tal base:

1. Comece a se preparar para mudar de carreira

Largar o emprego para empreender exige uma preparação psicológica e emocional maior do que você imagina. É necessário estar consciente de que nenhuma transição é fácil — e pode ser que você precise reduzir o seu padrão de vida por um tempo maior do que o inicialmente planejado.

Ser o seu próprio patrão também significa trabalhar mais e ter mais responsabilidades. A ideia de não ter nenhum “chefe” acima de você pode parecer bem sedutora, mas é necessário ter em mente que cada cliente seu também se torna um pouco chefe, já que você terá de agradá-lo (para que ele continue te proporcionando lucro).

Esteja consciente de que a fase da mudança pode ser difícil e desgastante. Mas, se você acredita que vale a pena passar por isso para ter uma vida profissional mais satisfatória e prazerosa, prepare-se e vá em frente.

2. Trabalhe a partir de sua própria casa

Você pode começar a empreender antes mesmo de largar o emprego atual. Antes de tudo, desconstrua a ideia de que é preciso um escritório mobiliado, com direito a telefone e ar-condicionado, para começar a trabalhar.

Comece a partir de sua própria casa. Se você conta com um computador, uma linha telefônica e conexão com a internet, já tem o suficiente para dar início ao seu próprio negócio. Uma vez decidido em qual ramo deseja atuar, pode ser necessário investir em mais algum tipo de equipamento (ou mercadorias, caso deseje montar uma loja, por exemplo).

Quando o seu empreendimento começar a dar certo, pode ser que surja a necessidade de um espaço maior. Mas, enquanto o atual emprego é mantido, trabalhar de casa será estratégico e evitará que você fique ainda mais afastado da família.

3. Estabeleça prazos para si mesmo

Muitas pessoas esperam que o seu negócio “dê certo” para, só depois, largar o atual emprego. Porém, é preciso estar consciente de que pode ser que o seu empreendimento não esteja andando na velocidade que deveria pelo simples fato de que você não tem tempo e energia necessários para se dedicar a ele.

É claro que é primordial analisar quais são as chances reais, mas vai chegar um momento no qual será preciso decidir. Assim que iniciar o empreendimento, estabeleça um prazo dentro do qual você deverá optar por uma das carreiras.

Quando esse tempo estiver esgotado, pare e pense no crescimento obtido até hoje em seu próprio negócio. Perceba que você poderá potencializar esses avanços caso possa dedicar-se a ele em tempo integral.

Só evite criar o hábito de postergar o prazo: quem age assim está, na verdade, com medo de tomar a decisão e corre o risco de passar a vida toda “perdido”, sem saber o que realmente quer fazer. E é claro que essa situação só trará mais estresse e insatisfação. Portanto, crie uma meta sensata e cumpra-a.

4. Faça o seu “pé de meia”

Você se lembra de que falamos, no tópico acima, sobre a possibilidade de não ser possível esperar que o seu empreendimento seja um sucesso para, só depois, dedicar-se integralmente a ele? Quando você decidir sair do emprego atual para viver do seu próprio negócio, terá que reduzir o seu padrão de vida por algum tempo.

Se você tinha um bom salário, é bem provável que os seus ganhos diminuam drasticamente, ao passo que ainda será fundamental ter um “gás” para continuar investindo, além de sobreviver e pagar suas contas pessoais. Portanto, a partir do momento em que decidir trilhar esse caminho, será necessário poupar dinheiro.

O mais importante é não perder o foco e não desanimar nas primeiras dificuldades que surgirem. Se você tiver uma reserva capaz de suprir suas necessidades até que o seu empreendimento comece a trazer lucros, será mais fácil não entrar em desespero e nem levar a sua conta bancária ao vermelho (ou o seu nome ao SPC).

Como vimos acima, mudar de carreira exige uma preparação psicológica e financeira, além de uma boa dose de “sangue frio” para lidar com todas as inseguranças trazidas por qualquer tipo de transição. A motivação principal deve ser a perspectiva de, logo após a “tempestade”, conquistar a tão sonhada satisfação profissional e sentir que a sua vida realmente tem um propósito (e que você o está cumprindo).

Se as dicas acima te encorajaram a colocar em prática o plano de mudar de carreira, que tal conhecer o nosso curso para quem deseja começar a empreender? Foco no seu objetivo e boa sorte!

Confira dicas de oratória para aplicar no seu elevator pitch

Confira dicas de oratória para aplicar no seu elevator pitch

Em meio a tanta competição no mundo corporativo, é cada vez mais desafiador conquistar um espaço no qual seja possível apresentar quem somos, quais são as nossas habilidades e nossos talentos, mostrar nossos planos, projetos, metas e ideias. Nesse cenário, uma estratégia que oferece bons resultados é conhecer e utilizar as dicas de oratória para o seu elevator pitch.

Nesse post, explicaremos o que é e como funciona o elevator pitch e daremos dicas indispensáveis para que o seu discurso seja o mais eficiente possível e você alcance o sucesso que espera. Aproveite e faça uma ótima leitura.

Saiba o que é e como funciona o elevator pitch

Elevator pitch quer dizer “apresentação de elevador”. É uma técnica comumente utilizada para vendas, mas que funciona muito bem tanto para apresentações, palestras e treinamentos, como em entrevistas de emprego e reuniões de trabalho.

Consiste em um discurso rápido e objetivo para que você consiga convencer outra pessoa, ou uma plateia, a dar-lhe apoio, financiamento, promoção, comprar seu produto, serviço ou ideia; ou seja, o pitch é um recurso de oratória para transmitir uma proposta de valor para quem possa considerá-la e corresponder às suas expectativas.

Conheça 7 dicas de oratória para um elevator pitch de sucesso

Se você tem um tempo curto para comunicar o que precisa, então é indispensável planejar bem o que vai dizer, além de exercitar algumas habilidades e decidir pelas palavras corretas e que traduzem, com fidedignidade e objetividade, aquilo que você almeja.

O seu interlocutor deve perceber o seu domínio sobre o assunto que está tratando, sua confiança e o quanto você acredita na sua capacidade de realizar ou de desejar o que está dizendo.

Para que isso aconteça da melhor maneira possível, reunimos dicas de oratória importantes para que sua comunicação seja natural e apresente a essência do assunto, a sua paixão e segurança sobre o que está discorrendo. Confira.

1. Saiba quem é o seu público

Conhecer a pessoa (ou as pessoas) com a qual você se comunicará é fundamental para sua orientação no momento de elaborar o seu discurso. Isso aumenta as chances de atrair a audiência e de ‘vender’ a sua ideia ou projeto.

Como é o seu interlocutor? Sério e não afeito a brincadeiras e intimidades? Aberto e informal, permitindo uma conversa mais coloquial? Gosta de informações mais técnicas ou prefere uma visão macro do assunto? Admite rodeios ou quer ir direto ao tema? Tem alguma especialidade? Um hobby?

Não se esqueça de que informações mais pessoais podem contribuir para uma afinidade entre as partes. Todavia, só as utilize se o outro der essa oportunidade.

2. Escreva o que você quer falar

Lembrando o slogan do Cinema Novo Brasileiro, uma ideia na cabeça, caneta e papel na mão. Escreva o que você deseja comunicar; isso ajuda a não esquecer e a organizar o conteúdo. Pense e escreva. Anote números, citações e outras informações que julgar necessárias para valorizar a apresentação. Lembre-se da estrutura básica de um texto: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Depois, faça quantas revisões quiser até ter certeza de que o que escreveu está “afinado” com o que você idealizou. Pode acontecer de surgirem outras abordagens interessantes que valerão ser consideradas.

3. Use a concisão

A regra que você deve utilizar é a do “menos é mais”. Evite elaborar um discurso extenso, com detalhes e idas e vindas. As informações precisam ser transmitidas claramente, com naturalidade e com objetividade. O que importa é que o seu ouvinte compreenda facilmente a sua mensagem.

4. Faça ganchos

Um recurso muito interessante é o “gancho”, ou seja, uma fala que serve para chamar a atenção do seu interlocutor e deixá-lo curioso sem que consiga chegar a uma conclusão.

Você pode se utilizar de um relato sobre alguma coisa que ocorreu anteriormente, de uma recomendação que sua avó sempre fazia, da referência de um filme ou de um livro ou do clima, se quiser.

Um exemplo? “Minha avó sempre dizia que céu muito azul no inverno, sem nuvens, era sinal de geada.”

Certamente, quem está ouvindo se perguntará: “o que isso quer dizer?”

5. Comunique de modo simples

Não custa nada relembrar uma máxima de Abelardo Barbosa, o Chacrinha: “quem não se comunica, se trumbica!”. A mesma frase se aplica a quem comete excesso, seja no uso de palavras e expressões rebuscadas, pejorativas, sarcásticas e desrespeitosas, ou de gestos inadequados.

Jargões, frases feitas, clichês e termos pouco comuns no vocabulário cotidiano podem dar uma ideia de pedantismo, principalmente se sua conversação for com pessoas que não são da mesma área que você.

Então, mais do que o que você fala, cuide de como fala. O melhor vocabulário é aquele que alcança a todos, sem estranhamentos, e conquista mais rápido a confiança de quem ouve.

6. Exponha as ideias, não a sua história

Falar de si mesmo só nas situações de entrevista de emprego ou quando houver uma solicitação explícita. O que as pessoas querem conhecer é o seu plano, sua ideia, seu projeto. Referir-se a detalhes da sua vida pessoal e profissional só deve acontecer quando for indispensável e relevante para reforçar o tema principal.

Por falar em detalhes, se a transmissão da mensagem for consistente e direta ao ponto, é certo que será solicitado mais dados a respeito. Portanto, evite inseri-los na fala e desviar o foco.

7. Ensaie várias vezes

Depois de tudo em ordem, ‘na ponta da língua’, treine bastante. Como pessoa organizada, certamente o seu texto estará pronto com antecedência. Portanto, um treinamento possibilita corrigir erros, medir o tempo da fala, testar os ganchos e até uma piada ou outra para o caso de uma abertura para isso.Importante se atentar a sua expressividade oral, que são os recursos vocais, verbais e não verbais, que também contará no resultado final.

Faça esse ensaio, se possível, diante de outra pessoa (ou de várias) e preste atenção às observações e sugestões.

As dicas de oratória são práticas que podem garantir a você uma excelente comunicação e o sucesso no alcance de suas metas. Todavia, com um suporte profissional, você adquire confiança, perde a timidez e o medo de falar em público, aprimora sua imagem profissional e aprende a se expressar bem e objetivamente.

Gostou do tema desse post? Para saber mais sobre esse e outros assuntos, consulte o nosso blog!

Como fazer um plano de carreira simples e prático?

Como fazer um plano de carreira simples e prático?

O mercado de trabalho não é mais o mesmo. Ele se encontra cada vez mais diversificado, em termos de possibilidades de carreiras, porém também está mais exigente no que diz respeito à qualificação dos profissionais. Isso faz com que haja uma falta de estabilidade nos vínculos empregatícios, fazendo com que os profissionais tenham que construir carreiras em bases compostas por variadas competências.

Esse mesmo mercado de trabalho está de olho nos profissionais que conseguem se adaptar às mudanças, principalmente os que adotam uma postura ativa em relação à própria carreira. Estes fazem a gestão do próprio futuro em suas respectivas profissões. O planejamento de carreira dentro desse cenário passou a ser fundamental. Se você quer se preparar para o mercado de trabalho e atingir o sucesso profissional, chegou o momento de rever a gestão da sua carreira.

Como fazer um plano de carreira? Descubra agora como montar o seu:

O que é o plano de carreira?

O plano de carreira sempre foi conhecido como um benefício que uma empresa concede aos seus colaboradores, apontando quais passos serão necessários para que eles trilhem uma jornada de sucesso dentro da organização. Por meio dele, cada profissional passa a saber por quais etapas passará dentro da hierarquia corporativa, o tempo que ficará em cada uma delas e quais são as competências esperadas em seu perfil profissional. Essa é a ideia de um plano de carreira formal.

Entre os especialistas em Recursos Humanos, é consenso que o plano de carreira formal está em desuso. Quem, em sã consciência, deseja entrar em uma empresa como estagiário e dedicar décadas de sua vida para, quem sabe um dia, se tornar o presidente? Esse tipo de visão, comum na época de nossos pais e avós, está ultrapassado. Em alguns casos, isso até pode acontecer, mas é algo extremamente pontual.

Ultimamente, nos deparamos mais com profissionais que são contratados, se acomodam, acham que a organização tem o dever de resolver seus problemas, se frustram e vão embora. Essa corriqueira situação não acontece à toa, pois ela está diretamente ligada às mudanças que ocorrem no mercado de trabalho. Se o objetivo profissional das gerações anteriores mirava a carreira estável e sólida, a geração atual prefere mudar para alcançar seus objetivos.

É muito difícil encontrarmos jovens que fiquem muito tempo em uma mesma companhia. Por estarem mais dispostos a encarar os riscos, eles aceitam novas oportunidades profissionais — mesmo em uma empresa menor ou que está começando suas atividades. Independentemente da escolha de cada um, precisamos alertar que o planejamento ainda é o passo mais importante na vida de um profissional que deseja alcançar seu objetivo.

Por que o plano de carreira é importante?

Quando planejamos nossa carreira, nos deparamos com a possibilidade de nos anteciparmos de maneira reflexiva às questões que podem fazer muita diferença ao longo da trajetória, assim como estabelecer objetivos e metas que sejam condizentes com os nossos interesses e valores pessoais. O planejamento da carreira depende basicamente de nossa disponibilidade, as respostas que desejamos então dentro de nós.

Se o plano de carreira formal está em desuso, por que você ainda deveria considerar um? Nesse aspecto, precisamos concordar: o formal está fora de moda, mas o informal não. Enquanto o primeiro é estabelecido pela empresa para a qual trabalhamos, o segundo quem define somos nós, profissionais. O plano de carreira informal tem a ver com os nossos desejos, independentemente da empresa em que estamos no momento.

O plano de carreira permite que estejamos abertos à possibilidade de revisitar e repensar todos os momentos importantes que tivemos ao longo da vida, tanto pessoais quanto profissionais. Ele serve para que consigamos refletir, entendendo o nosso momento atual. Por meio do plano de carreira, identificamos nossos potenciais, limitações, aptidões e identificações, pois é com base nesses aspectos que direcionaremos a carreira para algo que nos faça sentido.

Como fazer um plano de carreira?

Como o mercado de trabalho está cada vez mais dinâmico, assim como as relações de trabalho estão diversificadas, a carreira deixou de ser compreendida como uma série de empregos ao longo da vida de cada profissional. Ela passou a ser entendida como uma construção com significados relacionados a experiências, aprendizados e escolhas profissionais.

Dessa forma, o mercado abriu o espaço para que você mesmo faça a gestão de sua carreira, direcionando-a para aquilo que representa o seu propósito de vida.

Vamos montar o seu plano de carreira? Siga os passos abaixo:

1 – Defina o seu objetivo

O plano de carreira começa nesse ponto: definindo o seu objetivo profissional. Pense no que gostaria de fazer e aonde deseja chegar, assim como a profissão, o tipo de trabalho, o nível hierárquico, sua rotina, salário e o mercado que pretende atender. Isso não significa que alcançará absolutamente tudo o que quiser, mas, ao definir o objetivo, você passa a ter um norte para seguir sua trajetória profissional.

2 – Identifique suas habilidades

Com o objetivo definido, chegou o momento de identificar suas habilidades. O que você sabe? Analise todas as habilidades que possui. Faça uma lista e coloque-as em grupos como “excelente”, “melhorar”, “desenvolver”. No grupo “excelente”, coloque as habilidades nas quais você seja realmente bom; no “melhorar”, coloque os conhecimentos que você já tem e que podem ser aprimorados, como aquele curso de alemão que ficou pela metade; já no grupo “desenvolver”, liste as habilidades que o seu futuro profissional exigirá de você.

3 – Estipule um prazo

Em quanto tempo você deseja que tudo isso aconteça? Saiba que o plano de carreira pode ter uma duração diferente de acordo com o seu ritmo. O mais importante é que você não estipule para si metas irreais, pois criará uma pressão desnecessária que mais vai atrapalhar do que ajudar. Para facilitar, coloque prazos curtos, médios e longos. Comece por aqueles que são mais fáceis de resolver e, ao longo do tempo, aumente o nível de dificuldade.

4 – Coloque metas

Chegou o momento de colocar as metas para que o seu plano de carreira possa avançar. Às vezes, é preciso economizar um dinheiro para fazer aquele curso no exterior, portanto, faça a sua programação. Para cada etapa do seu plano de carreira, coloque uma meta tangível e vá em frente, sem medo de desistir e com disposição para alcançá-la. Para se manter motivado, comemore cada conquista.

Vale ressaltar que o plano de carreira não deve ser encarado como algo rígido ou imutável. Ele deve ser modificado sempre que houver a necessidade de adequá-lo ao seu estilo de vida e às mudanças de mercado. Para que isso aconteça da melhor forma, fique atento ao que está acontecendo em sua área profissional. Tenha o seu plano de carreira, objetivos e estratégias sempre em mente, entendendo que esse é um trabalho feito ao longo de toda a vida.

Agora que você aprendeu como fazer um plano de carreira, deixe o seu comentário logo abaixo e nos conte mais sobre os seus objetivos profissionais.

Como unir produtividade e satisfação profissional sem estresse?

Como unir produtividade e satisfação profissional sem estresse?

Ao longo da carreira, ficamos bastante preocupados com a nossa produtividade. E essa busca incansável por rendimento nos leva a colocar a saúde em 2º plano — o que é ruim, pois, ao longo dos anos, os efeitos do acúmulo de estresse acabam surgindo. Sendo assim, a busca pela produtividade deve ser feita de mãos dadas com a satisfação profissional, sem a existência do esgotamento.

Para que você entenda como esse caminho possa ser feito, preparamos este post. Aqui, explicamos o conceito de produtividade e mostramos como você consegue render mais sem deixar que o estresse afete o seu dia a dia. Acompanhe:

Afinal, o que é produtividade?

Quando o assunto se trata de produtividade, é muito fácil encontrarmos diversas fontes que mostram as dicas para alcançá-la. Em compensação, quase não encontramos referências que definem claramente essa palavra.

Podemos definir produtividade como a qualidade daquilo que é produtivo. O Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Michaelis também define produtividade como “potencial para produzir” e “quantidade produzida de um determinado item”. Entendemos que esses termos se referem ao rendimento ou à relação entre uma determinada quantidade produzida e os fatores que são necessários para alcançá-la.

A palavra produtividade também surge dentro de outros 3 conceitos distintos:

  • o 1º é o da economia, no qual ela é caracterizada como a “taxa de produção física obtida num determinado período de tempo”;
  • o 2º é o da ecologia, sendo a “biomassa criada numa dada área ou ecossistema”;
  • e o 3º é o da linguagem, sendo a “frequência de uso de certos padrões ou elementos na criação de novas palavras”.

Vamos nos ater ao seguinte conceito de produtividade: “é o resultado obtido quando algo ou alguém tem a qualidade de ser produtivo”. E o que seria ser produtivo? É produtivo quem/o que faz mais, oferecendo um resultado melhor com um gasto menor de recursos.

Para que entendamos esse conceito, basta pensarmos em um exemplo prático: conseguir produzir um mesmo produto que o seu concorrente tendo uma equipe menor e gastando menos insumos e recursos, como água, energia e horas de trabalho.

Dentro do campo profissional, alguém é considerado produtivo quando consegue entregar um volume específico de trabalho em uma quantidade menor de tempo em relação aos demais membros de uma equipe. Até aqui tudo bem, certo?

Ser produtivo é algo positivo. Porém, não reflete um bom comportamento em absolutamente todas as ocasiões. Dentro de uma mesma equipe, na qual vários colaboradores devem entregar relatórios individuais, um pode se destacar pela rapidez. Porém, caso não cheque as informações coletadas, ele estará sujeito a entregar um trabalho incompleto.

Adianta ser produtivo dessa maneira? O custo que a empresa terá ao levar adiante informações incorretas ou que precisam ser refeitas pode ser enorme, não compensando o fato de o indivíduo ter sido produtivo. Esse cenário mostra a produtividade sendo utilizada de forma incorreta.

O segredo da produtividade está no balanço do resultado geral. Você, como profissional, pode ser produtivo, desde que consiga produzir mais e utilizar menos recursos, além de não provocar desequilíbrios indesejados à estrutura da organização, à natureza e à sociedade.

A produtividade pode ser alcançada quando dedicamos uma atenção especial à nossa rotina. Para isso, basta observar seus sentimentos, desejos e reações para descobrir onde o seu equilíbrio é mais forte e onde ele pode melhorar. Quando fazemos isso, identificamos os fatores que nos prejudicam e podemos buscar as informações necessárias para reverter o quadro ou os profissionais que podem nos ajudar.

Qual a diferença entre produtividade, eficiência, eficácia e competitividade?

Alguns profissionais não conseguem discernir produtividade de eficiência, eficácia e competitividade. Para eles, tudo parece ser mesma coisa, já que os conceitos por trás dessas palavras se relacionam bem. E é por esse motivo que muita gente ainda os confunde. Saiba mais sobre esse assunto:

A eficiência

O profissional eficiente atinge seus objetivos claros utilizando menos recursos. Por que objetivos claros? Quando não definimos um nível de qualidade, torna-se muito fácil ser eficiente. Digamos que o seu gestor pediu que você entregasse um relatório com os gastos da empresa. Como o objetivo não é claro, você pode ser eficiente entregando o relatório com os gastos que encontrou em um sistema, sem definir o período específico e alguns critérios para apresentá-los.

A situação muda completamente quando o seu gestor pede um relatório com os gastos da companhia referentes ao mês de janeiro de 2017, comparando com os resultados do mesmo período do ano anterior, apresentando essas diferenças em slides e que você esteja com tudo pronto em 1 próxima semana. A partir do momento em que você segue uma diretriz clara e com critérios e consegue entregar o que foi pedido, você se torna eficiente.

A eficácia

Eficaz é o indivíduo que produz o resultado esperado, ou seja, consegue alcançar o objetivo que é proposto — independentemente de qual seja ele. A parte operacional, ou seja, o como do processo que levou o profissional ao resultado é menos valorizada dentro do conceito de eficácia. Aqui, o que mais importa é resolver o problema. Por esse motivo, raramente as organizações pedem em suas vagas de emprego que os profissionais sejam eficazes, e sim eficientes.

A eficácia versus a eficiência

Se na eficácia o que importa é o resultado, na eficiência os métodos são levados em consideração. Podemos definir a eficiência como fazer algo de maneira correta. Para que possamos entender a diferença entre esses 2 termos, precisamos usá-los de forma conjunta.

Um exemplo: para atingirmos plenamente os objetivos que nos cabem (eficácia), precisamos adotar os melhores métodos e aproveitar melhor o tempo e os recursos (eficiência). Notou como elas estão diretamente interligadas?

A competitividade

A competitividade é uma qualidade referente a quem compete. Para que haja uma competição, é necessário que outros competidores entrem em disputa. E, quando alguém menciona que é necessário melhorar a competitividade, isso significa que você deve superar os concorrentes e conseguir alcançar resultados mais exitosos do que os deles.

A relação da produtividade

Como você já conhece o conceito de produtividade, agora vamos estabelecer uma relação desse termo com os demais:

  • para ser eficaz, você deve alcançar os objetivos;
  • para ser eficiente, você deve alcançar os objetivos por meio da boa utilização dos recursos;
  • para ser produtivo, você deve ser eficaz e eficiente, entregando mais resultados em menos;
  • e, para ser competitivo, você precisa ter as 3 qualidades acima, além de um diferencial que o torne único.

Como ser mais produtivo sem afetar a satisfação profissional?

Quem deseja ser mais produtivo deve, obrigatoriamente, dedicar-se mais ao trabalho? Com certeza! Porém, você deve ficar atento para que não haja um excesso de ocupação, pois isso pode prejudicar sua satisfação profissional. Ser ocupado demais não significa ser produtivo, portanto, tome cuidado para não misturar as coisas.

Confira as nossas dicas para ser mais produtivo e aumentar sua satisfação profissional:

Reflita sobre onde está e aonde deseja chegar

Esse é o ponto de partida. Você precisa saber onde você se encontra e quais são as conquistas que deseja nas próximas horas de trabalho. Para facilitar a organização de sua mente, pense no seguinte: qual é o seu objetivo? Pensou nele? Então crie tarefas que te ajudem a alcançá-lo. Essas tarefas, além de organizarem melhor a sua gestão de tempo, servem como incentivo.

Tenha uma boa noite de sono

Quando estamos bem descansados, as chances de cometermos erros são menores e conseguimos produzir muito mais. Independentemente de suas preferências em relação a horários, o que importa é que o seu corpo consiga estar descansado o suficiente ter as energias repostas.

Pratique exercícios físicos

Sentimentos negativos como o estresse e a ansiedade podem ser amenizados com a prática de exercícios físicos, pois o corpo se sente mais disposto para as demais tarefas que precisam ser executadas. Os exercícios físicos também ajudam a eliminar os radicais livres, substâncias que prejudicam os neurônios e o desenvolvimento das células. Isso significa que quem se exercita consegue manter o cérebro mais saudável.

Tenha sempre os prazos em vista

Organize-se para conseguir ter sempre os prazos em vista. Anote-os em um calendário, agenda ou mesmo no smartphone. O importante é que eles estejam sempre visíveis para que você não caia na armadilha de esquecê-los. Treine a sua mente para que você não subestime a complexidade de cada tarefa, evitando assim perder os prazos.

Estabeleça uma lista de prioridades

Em meio a todas as tarefas que você precisa executar, quais delas são as mais importantes e que devem ser feitas antes? Estabeleça uma lista de prioridades e coloque no topo as tarefas mais urgentes, seguidas das mais importantes e rápidas de executar. Evite começar o seu dia com o que tem menos importância, pois as tarefas urgentes podem ter o prazo modificado e você realmente ficará sem tempo hábil para finalizá-las.

Evite se comprometer demais

Você sabe dizer “não”? O fato de sermos produtivos e bons no que fazemos desperta a atenção de outros colegas de trabalho que não conseguem se organizar e sempre pedem uma “ajudinha”. Apesar de ser muito difícil dizer “não”, você deve fazer isso de vez em quando. O mesmo vale para muitos compromissos em um mesmo dia, pois eles vão sugar sua energia e, no dia seguinte, seu rendimento pode ser inferior ao que você desejava.

Pare de procrastinar

Antes de começar a executar uma tarefa, livre-se de tudo o que pode te distrair. Guarde o smartphone, feche as janelas do navegador com os portais de notícia e as redes sociais, concentre-se e faça o possível para ficar focado em sua tarefa. Evite a procrastinação, pois ela é uma das principais inimigas da produtividade.

Não tente ser multitarefa

Em vez de começar diversas tarefas ao mesmo e não terminar nenhuma, destine foco e esforço na conclusão de cada uma delas por vez. Quando temos que fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o nosso cérebro muda rapidamente o foco, o que diminui a concentração e aumenta as chances de erros serem cometidos.

Organize melhor o seu tempo

Não acumule coisas para fazer. Divida todas as suas tarefas ao longo do dia e dedique o tempo necessário a cada uma delas. Organize sua agenda e determine prazos para evitar mudar constantemente de uma obrigação para a outra.

Inclua suas obrigações em sua rotina

Você já tem uma rotina estabelecida, certo? Então adapte as tarefas habituais dentro dela, pois assim será mais fácil de geri-las. Você também conseguirá ter mais energia para se dedicar a projetos maiores e mais complexos.

Mude de ambiente

A rotina pode te levar ao cansaço físico e mental. Portanto, evite fazer as mesmas coisas de sempre no mesmo lugar. De vez em quando, tente mudar o ritmo de trabalho, o lugar de onde você vai executar as suas obrigações ou até mesmo o horário do expediente.

Anote os insights

Não deixe que os pensamentos passageiros escapem, pois dentro deles podem estar as melhores ideias que você já teve. Registre os insights, pois será difícil se lembrar deles mais tarde.

Jamais encare uma tarefa como impossível

Toda vez que você se deparar com uma tarefa extremamente complexa ou difícil de executar, jamais se considere incapaz diante dela. Esforce-se para enxergar esse tipo de obrigação como um desafio que precisa ser superado, como algo que vai incrementar o seu currículo.

Está com dificuldades? Faça uma pausa

Por falar em tarefas complexas, quando você estiver enfrentando dificuldades na realização de alguma obrigação, não desista. Faça uma pausa e deixe que seu cérebro possa relaxar um pouco. São nesses momentos que as soluções vêm à tona.

Separe um tempo do seu dia para checar e-mails

Ao longo do dia, evite checar e-mails o tempo todo, pois isso faz com que você perca a linha de raciocínio que estava desenvolvendo. Separe um tempo do seu dia para fazer essa checagem de correspondências e, durante esse processo, resolva o que é possível e encaixe os assuntos que têm prioridade em sua lista de tarefas.

Alimente-se saudavelmente

Encarar uma rotina de trabalho produtiva exige bastante esforço do corpo e da mente. Para que você consiga ter disposição, além de praticar exercícios físicos, é fundamental se alimentar saudavelmente. As comidas saudáveis fornecem as substâncias que o corpo necessita para ter o pique necessário para encarar os desafios do cotidiano.

Como diminuir o estresse na busca da produtividade?

Nos preocupamos em dar o máximo de nós para conseguir ter um bom rendimento no trabalho e estamos sempre em busca da produtividade. Porém, muitas vezes fazemos isso em detrimento da nossa própria saúde, e alguns efeitos começam a surgir em um curto espaço de tempo.

A falta de sono é o 1º deles e pode até ser resolvida com certa facilidade. O problema está no acúmulo desses efeitos ao longo de uma carreira de muitos anos. O resultado disso pode ser o estresse, algo extremamente prejudicial para a sua saúde. O estresse é o maior vilão da produtividade, e, por isso, quem busca ser produtivo precisa impedi-lo de atrapalhar na realização de tarefas.

Muitos profissionais acreditam que estabelecer planos e prazos rigorosos são uma boa forma de incentivá-los a serem produtivos, mas essas medidas radicais acabam gerando o efeito inverso. Elas deixam os profissionais ansiosos e com problemas de autoestima, pois nem sempre conseguem cumprir as metas estabelecidas. Dessa forma, eles se sentem desencorajados a continuar.

Veja como diminuir o estresse na busca da produtividade:

Identifique as fontes de estresse no seu trabalho

O 1º passo para manter a satisfação profissional é identificar as fontes do estresse em seu trabalho. Tenha em mente que esse processo não é fácil, pois as verdadeiras fontes de estresse nem sempre são óbvias. Além disso, é muito fácil ignorar os próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos que alimentam esse mal.

Seja menos crítico e aceite as impossibilidades

Um único dia pode conter inúmeras atividades e obrigações do trabalho. Entenda que nem sempre é possível resolver todos os problemas em 24 horas. Em vez de se aborrecer ou de cobrar mais de si para conseguir realizar tudo o que é necessário, aceite as impossibilidades. Priorize o que é mais urgente ou importante, pois assim você vai focar somente no que precisa e não acumulará o estresse diariamente.

Controle os seus impulsos criativos

A criatividade é uma característica muito desejada tanto por empresas quanto por profissionais. O problema surge quando há um excesso. Profissionais altamente criativos podem desenvolver ansiedade, pois eles não encontram tempo para desenvolver todas as ideias que surgem em sua mente. Para driblar isso, priorize as ideias por ordem de facilidade na implantação, relevância e disponibilidade de tempo. Isso é básico para que você consiga selecionar os melhores planos para colocá-los em prática.

Coloque-se em 1º lugar

O grande volume de afazeres no trabalho faz com que deixemos alguns prazos de nossa vida para a última hora, colocando os problemas de nossa carreira acima do nosso bem-estar. Os sintomas disso são:

  • deixar de dormir;
  • não se alimentar nos momentos certos ou comer lanches rápidos para ganhar tempo;
  • não praticar exercícios físicos;
  • e não ter tempo para a família.

Esses sinais refletem negativamente em sua saúde, podendo gerar doenças como insônia, obesidade e pressão alta. Evite isso fazendo um planejamento de sua agenda com antecedência e admita que nem sempre será possível cumprir determinados prazos. Busque alternativas como a mudança de hábitos ou a colaboração de outros colegas de trabalho.

O que fazer nas horas vagas para diminuir o ritmo?

Tudo tem o seu tempo, não é verdade? Assim como você dedica boa parte de seu dia à sua carreira, é necessário ter algumas horas vagas para diminuir o ritmo e conseguir repor as energias. Considere não levar trabalho para casa e siga as nossas dicas do que fazer em seus momentos de folga:

Atualize suas leituras

Aproveite as horas vagas para atualizar suas leituras. Elas não precisam ser, necessariamente, sobre a sua área de atuação profissional. O mais importante é manter esse costume que, além de manter sua mente afiada, proporciona mais informações que podem ser usadas em seu trabalho.

Encontre com seus familiares e amigos

Jamais coloque a sua carreira acima de seus familiares e amigos, pois eles são o apoio que você precisa para ter forças e continuar em sua jornada. Organize encontros com eles para colocar o papo em dia e trocar boas energias.

Estude

Vá em busca de novas temas para estudar, visando renovar seus conhecimentos e aprimorar sua formação. Isso pode ser feito por meio de cursos de capacitação, extensão e pós-graduação.

Tenha um hobby

Se você já tem um hobby, invista mais tempo nele. Caso não tenha um, é importante descobrir qual é o seu. O hobby tem o poder de aliviar as tensões de nossa mente, o que proporciona uma volta ao trabalho com mais energia e disposição.

Pratique voluntariado

Fazer um trabalho voluntário é uma maneira de contribuir com a sociedade o seu conhecimento, ou seja, exercer seu papel como cidadão. Praticar voluntariado nos ensina a valorizar mais os relacionamentos humanos, abrindo uma nova perspectiva que pode ser levada para o ambiente de trabalho.

Faça networking

Por mais que você esteja de folga, faça networking. Construir e manter uma boa rede de relacionamentos é importante para o seu futuro profissional. Isso pode ser feito virtualmente — por meio de redes sociais como o LinkedIn — e pessoalmente — em eventos, congressos e seminários.

Organize sua agenda

Aproveite uma parte do seu momento de folga para colocar a agenda em ordem, encaixando o que é prioridade e reordenando a sequência das demais tarefas. Isso é uma forma de ganhar tempo durante a semana.

Relaxe e pense sobre a vida

Fora do ambiente de trabalho, aproveite para relaxar e pensar sobre a vida. Aproveite esse instante de desaceleração para colocar os pensamentos em ordem, avaliar sua satisfação profissional e pensar em seu futuro.

Daqui para frente…

Conseguir alcançar a produtividade depende de outros fatores, como ser eficiente e eficaz. Da mesma forma, ser produtivo exige de cada profissional uma dedicação maior ao próprio trabalho. É preciso tomar cuidado para não confundir produtividade com excesso de ocupação, pois isso afeta diretamente sua satisfação profissional.

Quando isso ocorre, você pode ficar estressado. E vimos que quem busca ser produtivo precisa aprender a lidar com esse mal. É importante que você adote algumas medidas que preservem sua autoestima e valorizem o seu bem-estar. Lembre-se: na busca pela produtividade, quem determina o caminho é você.

O que você achou deste post sobre satisfação profissional? Deixe um comentário neste texto e compartilhe a sua opinião e as suas ideias sobre o assunto!

Como enfrentar uma demissão no trabalho?

Como enfrentar uma demissão no trabalho?

Em 2016, quase 1,9 milhão de brasileiros perderam seus empregos no país. Até novembro deste mesmo ano, o número de pessoas desocupadas chegou a 12,1 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São números assustadores, mas que não devem servir de motivo para desesperar ou imobilizar quem foi demitido.

Esse é sem dúvida um momento difícil da vida – ainda mais quando a demissão é inesperada –, mas deve servir como um sinal de alerta sobre algo que deve ser modificado. Enfrentar uma demissão no trabalho exige alguns esforços rumo à superação.

Alguns profissionais, quando são demitidos, chegam a questionar a própria competência, a capacidade de liderar e até a capacidade de voltarem ao mercado. É preciso ter muita serenidade nessa hora e se lembrar de que a demissão é algo que pode acontecer na vida de qualquer pessoa. Ainda mais em momentos de crise, como o atual período pelo qual o país está passando, é comum ter muitos profissionais fantásticos e experientes sendo demitidos. Não se sinta injustiçado.

O que está em jogo não é apenas recuperar a fonte de renda, mas muitas vezes a autoestima, o autovalor e a dignidade de quem tem amor ao que faz. Para superar esse momento é importante se permitir ficar triste, fazer uma análise do motivo que levou à demissão, traçar metas que permitam a recolocação, apostar em capacitação, ativar o networking e se permitir fazer algo novo e antes impensado. Descubra como com a ajuda das dicas abaixo!

Viva o momento

A sociedade atual vive certa fixação com a felicidade. Ninguém pode estar triste ou se sentir infeliz que logo vira vítima de olhares indesejados. Ser demitido é algo difícil, então se permita ficar chateado e chorar pelas perdas que isso representa. Não finja que nada aconteceu e que você está ótimo. Inclusive, demonstre sua surpresa e insatisfação ao receber a notícia do empregador.

Manifeste o quanto você gostava da empresa e do trabalho, de forma equilibrada e sincera. Se despeça de seu gestor e dos colegas com cortesia e polidez, e fale como eles foram importantes para a sua carreira. O termo “desempregado” carrega sentido negativo, que leva à autodepreciação e desvalorização do indivíduo que passa pela experiência. Lembre-se de que esse é um período transitório e passageiro do qual você tem capacidade de sair.

Analise as causas

Viver o momento também quer dizer fazer uma análise detalhada para entender por que a demissão no trabalho aconteceu. Em muitos casos, os empregadores oferecem uma justificativa genérica como “redução no quadro” ou “questões relacionadas ao perfil da vaga”, mas tente entender melhor os motivos reais.

Analise o histórico de feedbacks recebidos e tente perceber algum indício de demissão. Se o retorno dado pelo RH não for claro a esse respeito, pergunte: esse desligamento está relacionado ao não-cumprimento de metas?  Tem a ver com as divergências na condução da equipe? Se achar que vale a pena e que há abertura, tente negociar se é possível continuar em outra função ou setor. Mas lembre-se: faça tudo com equilíbrio e elegância para manter as portas sempre abertas.

Aposte na capacitação

A hora é de buscar novas qualificações e cursos de atualização. Quando você está buscando novas oportunidades e fazendo entrevistas, é importante citar que, embora não esteja trabalhando no momento, está aproveitando o tempo para se atualizar. Vale apostar em cursos de aprimoramento técnico, mas também é muito importante dar um upgrade em questões comportamentais.

Principalmente para quem trabalha na área de gestão, a demissão do emprego é um bom momento para fazer um coaching de carreira. O processo pode te ajudar a entender melhor o fechamento do ciclo que passou e auxiliar na busca por novas oportunidades de uma maneira global e interdisciplinar.

Estabeleça metas para a recolocação

Essa é a hora de desenhar uma nova estratégia para voltar ao mercado. A demissão no trabalho pode sinalizar caminhos muito positivos na sua carreira, por isso é preciso ter tranquilidade para perceber e saber traçar as metas certas: revise o currículo, cadastre-se em sites especializados e em empresas de RH e atualize seu perfil no LinkedIn. Prepare a transição da carreira com todo cuidado possível.

Acione a sua rede de contatos e aproveite para fazer networking. Marque cafés e encontros com grupos para falar sobre seu atual momento e não tenha vergonha de pedir uma indicação. Também é uma boa hora para frequentar feiras, seminários ou outros eventos que sejam da sua área e que reúnam vários agentes presentes em seu mercado de atuação.

Permita-se mudar de rota

A demissão no trabalho também pode ser uma bússola – sim, uma bússola! – no sentido de te mostrar caminhos antes nunca pensados. A perda do emprego pode sinalizar que você precisa de uma mudança mais profunda na sua carreira, que às vezes pode significar mudar também de carreira.

Muitas pessoas se descobrem empreendedoras nesse momento da vida. Isso pode acontecer de duas maneiras: quem deseja empreender sem mudar de profissão e aqueles que empreendem e mudam completamente a área de atuação. Um analista de marketing, por exemplo, pode perceber que é uma boa hora para abrir a sua própria agência, mas a guinada também pode ser completa: um advogado que é um amante de culinária pode optar por se especializar nessa área e abrir um restaurante.

O empreendedorismo tem sido um caminho buscado por muitas pessoas que perderam o emprego. Não é algo fácil ou automático, no entanto. É um passo importante que exige preparação, estudo e muito planejamento, mas é possível criar uma mente empreendedora antes mesmo se se tornar um. Há uma série de questões que devem ser analisadas.

Ter o próprio negócio pode ser o que você precisa para retomar a sua atuação profissional depois de perder o emprego. Mas, antes de partir para o próprio negócio, pesquise bem que tipo de ramo poderia te agradar, faça pesquisas, analise o mercado de atuação e pense o que essa oportunidade te traria que o seu antigo emprego não poderia ofertar.

E você, já passou pela experiência de perder o emprego? Que ações contribuíram para que você passasse por essa etapa de forma equilibrada? Deixe seus comentários nesse post e compartilhe conosco a sua experiência!

Transição de carreira: 9 erros que você não pode cometer

Transição de carreira: 9 erros que você não pode cometer

Na maioria das vezes, não é fácil fazer uma transição de carreira. Afinal, são anos construindo o próprio caminho profissional até descobrir que ele não está mais te trazendo a satisfação que era esperada. Existem vários motivos para que isso ocorra, um deles é que nós estamos em constante processo de transformação, e o que era bom para nós a 10 ou 20 anos atrás pode não ser agora.

Ainda que seja difícil, mudar de emprego pode valer a pena, principalmente por conta do fato de que investir em uma profissão que proporcione um contentamento maior pode render mais frutos. Para que você possa tomar essa atitude com uma assertividade maior, separamos 9 erros que você não pode cometer. Confira:

Fazer a transição de carreira sem trabalhar a autoconfiança

Um dos erros que não podem ser cometidos ao fazer uma transição de carreira é se esquecer de trabalhar a autoconfiança. Isso porque você estará saindo da sua rotina, da sua possível zona de conforto e de tarefas que já está acostumado a fazer.

Desse modo, é importante estar preparado para enfrentar desafios, além de saber que não será possível acertar sempre. Por mais que o antigo trabalho possa te ajudar nessa nova experiência, partir para um novo caminho sempre é desafiador. Portanto, trabalhe sua autoconfiança e leve sempre em consideração que críticas e erros podem ser utilizados para uma evolução pessoal.

Pular a etapa de planejamento

Como a transição de carreira é um grande passo, dá-lo sem fazer um planejamento é um equívoco que você realmente não pode cometer. Tenha em mente que pode ser necessário um período de seis meses a um ano e que vai depender muito do cargo, da posição ou do tipo de negócio que você está buscando.

Ainda que seja um processo relativamente lento para algumas pessoas, a transição de carreira pode ser o que você precisa para começar a ter uma qualidade de vida melhor. Além disso, independentemente de ter 20 ou 40 anos, é importante pensar sobre o futuro que você deseja, adquirindo um nível maior de autoconhecimento e buscando formas de construir um futuro que você realmente queira viver.

Não se preparar o suficiente

Investir em outra área requer que você aprenda coisas novas, seja por meio de workshops, palestras, cursos ou mesmo leituras. Por vezes, é necessário até mesmo voltar à faculdade ou fazer uma especialização diferente, o que costuma ser um fator muito utilizado para justificar a desistência.

Ocorre que se arriscar faz parte de ir atrás de seus objetivos. Desse modo, começar novamente deve ser apenas considerado como uma forma de alcançar as suas metas, e não como algo negativo. Deixar para depois ou pular essa etapa pode acabar postergando ou até desperdiçando um futuro muito promissor.

Deixar de pesquisar outras opções além das mais conhecidas

Existe uma grande diversidade de setores dentro de cada área, sendo que alguns deles por vezes não são muito conhecidos. Com isso, deixar de pesquisar e optar por um campo que você já conhece pode ser um mau negócio. Antes de realmente se decidir, verifique quais são as suas opções, converse com pessoas da área e entenda bem o mercado em que vai entrar para que a sua decisão possa ser a melhor possível.

Ficar apenas na teoria

Especializar-se é importante? Sim. Entretanto, algumas pessoas acabam ficando inseguras e investindo apenas na teoria, demorando muito para partir para a prática. Evite que isso ocorra, lembre-se de que o aprendizado também é construído com a “mão na massa” e procure entrar no mercado de trabalho ainda que não seja considerado um expert da área.

Investir em uma área apenas porque ela parece promissora

Existem diversas formas de analisar se uma área é promissora, e isso é uma atitude importante. Porém, escolher realizar a transição de carreira com base apenas no sucesso de algumas pessoas pode ser um ato equivocado. É preciso saber qual o estilo de vida que você quer levar, saber o que realmente quer fazer e, apenas depois de uma análise, começar a investir em uma nova carreira.

Optar por uma profissão apenas pelo salário mais alto

Com certeza o salário é um dos fatores que costumam ser muito observados quando se trata de encontrar uma nova colocação profissional. Ocorre que, se apenas esse ponto for levado em consideração no momento da escolha, você pode acabar enfrentando algumas dificuldades com o decorrer do tempo.

Conforme indicam pesquisas, a insatisfação dentro do ambiente de trabalho pode levar à problemas de saúde. Você pode ocupar uma vaga que não é compatível com o seu perfil e, mesmo que a remuneração seja alta, com o tempo as chances de ocorrer um esgotamento mental são muito altas.

Não criar uma rede de contatos

Fazer tudo sozinho, além de mais difícil, pode acabar desperdiçando oportunidades que poderiam surgir caso você tivesse tentado buscar ajuda. Montar uma rede de contatos pode te abrir inúmeras portas e, para conseguir realizar essa tarefa, é preciso que você converse com amigos, familiares e até colegas de algum curso que porventura você tenha feito.

A maior parte das melhores vagas são preenchidas por meio de indicações, e esse caminho pode ser mais eficiente do que o envio de currículos de forma aleatória. Além disso, você também pode construir uma rede de relacionamento por meio de sites — como LinkedIn e Facebook —, em perfis, grupos e páginas relacionadas à área escolhida.

Aceitar a primeira oportunidade que surgir

Enquanto uns adiam muito a recolocação profissional, há aqueles que acabam se precipitando e aceitando a primeira oportunidade que aparece. Seja por conta de conflitos em seu antigo trabalho ou por desmotivação, essa pressa não deve atrapalhar seus novos planos.

Saia do seu emprego somente quando estiver seguro de que é uma boa ideia e de que aquela era a vaga que você estava procurando. Por mais que a situação esteja complicada, ao tomar uma atitude apenas por impulsividade, você tem grandes chances de passar pela mesma situação em um curto período de tempo.

Se você está pensando em mudar sua vida profissional, mas têm dúvidas ou receio, saiba aqui como posso lhe ajudar!