Escassez ou abundância: o que você atrai para você?

Escassez ou abundância: o que você atrai para você?

Você já percebeu que as vibrações que emitimos nos trazem energias similares? É como quando algo ruim acontece no início do dia e ficamos dizendo que aquele dia já começou ruim. Parece que tudo começa a dar errado, não é? Nosso pensamento tem uma força incrível e ele pode ser decisivo para atrair escassez ou abundância.

Quer saber qual você atrai? Continue a leitura!

O conceito de escassez e abundância

Muita gente acredita que a abundância está relacionada somente ao dinheiro, mas esse é um equívoco. Embora uma situação financeira confortável também seja parte de uma vida abundante, podemos dizer que ter saúde, amor e boas experiências também são muito importantes para que sejamos plenamente felizes.

Além disso, a abundância significa ter todas essas coisas em excesso, ou seja, muita saúde, muito amor, muita prosperidade. Já a escassez é o oposto a isso. É quando falta dinheiro, falta um objetivo, falta amor e harmonia, seja com amigos, família ou colegas de trabalho.

Os erros que lhe fazem atrair escassez

Você pode até pensar que todo mundo quer abundância e por isso a atrai, no entanto, por vezes atraímos a escassez de forma inconsciente. Isso porque ficamos focando no que nos falta ter, nas dificuldades para alcançar esses objetivos e acabamos emitindo essas vibrações negativas, ainda que sem querer.

Isso acaba impactando as nossas atitudes. Por exemplo: se um vendedor acredita que naquele mês as vendas serão muito ruins, ele pode deixar seu estoque reduzido.

Com isso, quando os clientes forem adquirir os produtos podem não encontrar o que procuram e deixar de comprar. A consequência é a de que realmente as vendas serão ruins, ou seja, ele acabou atraindo o que temia: a escassez.

Caso ele fizesse o oposto e investisse em modelos novos, a situação poderia ser completamente diferente, não é? A negatividade é um dos erros mais comuns que atraem a escassez e podem lhe impedir de mudar de vida, mas não é o único, como mostraremos agora apontando outros desses erros.

Ter ingratidão com o que você conquistou

Você dá mais valor ao que conquistou ou ao que não conseguiu alcançar? Fato é que a maior parte das pessoas acaba pensando muito mais no que não tem, reclamando das contas para pagar, do emprego que não é o que queria e de outras coisas com as quais não estão satisfeitas.

Elas se esquecem de que as contas são pagas por serviços que trouxeram conforto de algum modo, que o emprego que ela tem lhe dá o salário que ela usa para sustentar a si mesma e às vezes até outros e que, mesmo que o relacionamento com seu parceiro (a) ou com a família não esteja bom, ao menos ela tem entes queridos que se preocupam e gostam dela, ainda que tenham divergências.

Olhe para tudo o que conseguiu até agora e agradeça, não seja ingrato com suas conquistas, pois só você sabe o quanto lutou e como foi difícil chegar onde está. Você também pode planejar como conquistar os objetivos que ainda não foram alcançados, afinal, ainda há tempo.

Sentir inveja da prosperidade alheia

Quando alguém olha para o sucesso alheio com inveja, emana energias ruins e sentimentos como pena de si mesmo e desânimo são inevitáveis. Alguns se questionam: porque ela e não eu? Porque eu não consegui o mesmo que ela?

Isso acaba fazendo com que a pessoa não alcance o que deseja, pois está emitindo as vibrações negativas e o universo lhe devolverá mais dessas energias. Tais sentimentos devem ser revertidos por felicidade e abundância, já que a outra pessoa alcançar os objetivos dela não fará com que você não alcance os seus. Há oportunidades para todos, em abundância.

Cada um trilha seu próprio caminho, alguns se casam, tem filhos, outros não. O mesmo acontece sobre morar sozinho, ter o próprio carro, concluir a faculdade e ter um bom emprego.

Esses são objetivos que a sociedade coloca como meta para ter uma vida bem-sucedida, porém, demorar para conquistá-los, querer algo diferente ou mesmo não conseguir alcançá-los não significa que você precisa se desesperar com o medo do fracasso.

Lembre-se, ao invés de pensar que não conseguirá o que quer por falta de oportunidade, é preciso mentalizar que essas oportunidades existem em abundância. O medo da escassez pode lhe trazer muita infelicidade, pois você estará sempre mentalizando o pior cenário e como consequência, aquela se tornará sua realidade.

Culpar outras pessoas pelos seus erros

Quando observamos nossas falhas, é comum tentar achar um culpado. Pode ser o chefe, os pais, amigos, namorados, esposas, filhos, enfim, a culpa tende a ser delegada a alguém. O problema é que nesses casos a postura de vítima é assumida, impedindo as atitudes que podem reverter a ação.

A pessoa perde tanto tempo alimentando mágoas e remoendo o passado que, na maior parte das vezes, acaba se limitando. Se você fizer o oposto e pensar em abundância, tomará as rédeas de sua vida, deixará de se preocupar com o que não pode ser controlado e passará a fazer o possível para chegar onde quer.

Reverta a situação e atraia abundância

Caso você tenha identificado alguma atitude sua que atraia a escassez, não se desespere, saiba que você não é o único. Esses pensamentos podem ocorrer hora ou outra, mas é preciso educar a própria consciência para atrair o que deseja.

Reflita se seus pensamentos estão mais voltados à escassez ou a abundância, muito do que pensamos foi originado por nossas experiências e sobre o que ouvimos das pessoas ao nosso redor. Você realmente acredita que pode viver uma vida em abundância ou você se limita e se sabota?

Entenda o que você pensa, como pensa, porque pensa. Assim conseguirá identificar padrões negativos que podem ser alterados, além de bloqueios que podem estar lhe impedindo de vibrar pensamentos que gerem abundância.

Observe também com quem você se relaciona. Pessoas prósperas podem lhe ajudar a atrair boas vibrações e energias, portanto controlar seu círculo social pode fazer toda a diferença para que você conquiste a escassez ou abundância.

Quer saber mais sobre como alcançar seus objetivos e atrair muita prosperidade e abundância para sua vida? Entre em contato comigo!

Autoconfiança: entenda porque é importante conversar sobre isso

Autoconfiança: entenda porque é importante conversar sobre isso

Você já reparou como pessoas que esbanjam autoconfiança e amor próprio são admiradas? Elas aparentam estar sempre seguras de suas decisões e geralmente têm carreiras de sucesso. Mas qual o segredo para demonstrar credibilidade e autoestima?

Não existe mistério: a confiança em si mesmo não é um “dom” pessoal destinado a poucas pessoas. Ela pode (e deve) ser trabalhada por meio de ferramentas que limpam suas crenças limitantes e criam novas perspectivas sobre você e suas capacidades.

Neste artigo vamos falar mais sobre a autoconfiança e a importância de conversar sobre o assunto. Continue a leitura e saiba mais.
 

O que é autoconfiança e qual sua importância?

Autoconfiança é a convicção e segurança em si mesmo e na sua capacidade de realizar alguma coisa. Ela é um dos elementos que compõem uma vida de sucesso. Você deve conhecer alguém que tem extremo talento para alguma atividade, mas não utiliza de todas as suas potencialidades por medo, insegurança, receio de fracassar, entre outros motivos.

Conversar sobre esse assunto é o primeiro passo para entender como trabalhar essas inseguranças e usar sua mente a seu favor para conquistar mais, desejar mais, e ser protagonista da sua vida.

Ao escavar em seu interior quais crenças estão limitando sua confiança em si mesma (pensamentos como “não sou boa o bastante nisso” ou “não tenho capacidade de fazer aquilo”), você poderá descobrir quais são suas dificuldades e terá a chance de trabalhá-las para se transformar em uma pessoa mais segura.


O que é a síndrome do impostor e como se livrar dela?

Podemos dizer que a síndrome do impostor é um dos principais obstáculos de quem quer conquistar mais autoconfiança. Acontece quando uma pessoa tem talento para algo, mas não consegue reconhecê-lo ou não se sente apta o suficiente para realizar alguma atividade de que gosta.

Quando, eventualmente, essa pessoa alcança algum objetivo, geralmente credita esse fato não ao seu potencial, mas a uma “sorte de principiante” ou “eu estava no lugar certo, na hora certa”.

Existem técnicas para se livrar da síndrome do impostor. Uma delas é passar a prestar atenção nos próprios pensamentos e tentar refletir sobre eles. Quando pensamentos de que você é um fracasso surgirem, simplesmente tente identificá-los como a síndrome do impostor. Outra dica bacana é lembrar que você merece exatamente tudo o que conquistou.
 

Quais práticas podem desenvolver a autoconfiança no dia a dia?

Para se tornar uma pessoa autoconfiante, você precisará driblar suas crenças pessoais de que não é boa o suficiente ou de que não merece sucesso e prosperidade. Isso pode levar algum tempo ou demandar uma quantidade grande de energia e dedicação, mas o importante é manter-se nesse caminho. Existem algumas práticas que podem ajudá-la a driblar a baixa confiança em si mesma. Confira algumas:
 

Faça uma lista de habilidades e competências pessoais

Essa é uma estratégia interessante para melhorar sua imagem pessoal. Perceba quantas qualidades você consegue listar sem se autocensurar. Ao ver suas habilidades pessoais expostas no papel, você cria uma nova dimensão de si mesma e das suas potencialidades no mundo.


Evite comparações com os outros

Cada um está trilhando a própria jornada e o seu caminho também é único e singular. A sociedade costuma idolatrar os feitos dos outros, especialmente se essas conquistas envolvem fama ou uma grande quantidade de dinheiro. Não se compare a nenhuma outra pessoa. Não defina suas prioridades com base no que os outros (seus amigos, sua família, seu parceiro) consideram como sucesso. 
 

Celebre suas conquistas diárias

Comece a prestar atenção nas pequenas conquistas do dia a dia. Aquele relatório extenso entregue dentro do prazo, a solução de uma demanda difícil dentro da empresa, o primeiro passo na criação do seu negócio…

Todas essas vitórias merecem ser comemoradas! E, por favor, passe a se dar crédito por elas. O que você cria a partir do seu talento não é um golpe de sorte. Reconheça seu potencial.

Saia da sua zona de conforto

Pode até soar clichê, mas o medo de tentar algo novo está atrelado ao receio de fracassar. O primeiro passo para se livrar dessa crença limitante é entender que erros fazem parte de todo processo. Tente aceitar isso e passe a se desafiar cada dia um pouco mais. Aos poucos, você conseguirá sair da sua zona de conforto com mais facilidade.
 

Acolha o fracasso, quando ele aparecer

Mesmo pessoas notadamente bem-sucedidas experimentam o fracasso de vez em quando. O melhor a fazer é acolher essa sensação. Errar, fracassar, ou ter de voltar atrás não significa que o esforço empreendido não foi suficiente. Pensar dessa maneira só lhe fará diminuir sua autoconfiança novamente. Aceite que o fracasso é uma etapa do processo e um sinal para mudar sua direção.
 

Cerque-se de pessoas positivas

A última coisa que você precisa é de outras pessoas a colocando para baixo. Cerque-se de pessoas otimistas e que emanem boas energias. Um ambiente positivo pode ajudá-la a se sentir mais segura.

Faça o que lhe dá prazer

Atividades que lhe dão prazer estimulam seu bem-estar. Bem, você pode se perguntar: e o que isso tem a ver com autoconfiança? Para demonstrar que você está segura e bem, você precisa efetivamente se sentir assim por dentro. O que você é “por fora” reflete seu estado interior. Por isso, não tenha receio de investir um tempo em si mesma e nas atividades que mais gosta.
 

Treine sua linguagem corporal

O treinamento da linguagem corporal é uma técnica que muita gente utiliza para demonstrar confiança e credibilidade. De quebra, essa “sensação de segurança” pode ajudá-la a realmente se sentir mais autoconfiante. Uma das principais dicas dos mentores em linguagem corporal é sempre manter contato visual ao falar, pois olhar para baixo indica insegurança ou, até mesmo, que você está mentindo.

A autoconfiança é um ingrediente fundamental para uma vida mais feliz e equilibrada. Dedique-se um tempo a conversar sobre isso, entenda a importância de rever suas crenças e trabalhe suas inseguranças. Aos poucos, a mulher confiante em você aparecerá, guiando seu caminho para o sucesso!

Gostou deste artigo sobre autoconfiança? Quer entender melhor outros temas como este? Então clique aqui e saiba o que é inteligência emocional!

A meditação como uma forma de buscar autoconhecimento

A meditação como uma forma de buscar autoconhecimento

O esgotamento mental e emocional é praticamente uma epidemia do mundo contemporâneo. Muitos profissionais de diversas áreas e com diferentes níveis hierárquicos dentro das organizações sentem-se exaustos e desanimados com seus empregos. Para encontrar um trabalho (ou criar um negócio) que esteja genuinamente alinhado ao seu sonho e propósito de vida, o primeiro passo é buscar autoconhecimento.
 

Mas o que o autoconhecimento tem a ver com a minha vida profissional?

Este é um processo que a levará a identificar e a definir com confiança quais são seus desejos e objetivos de vida. E isso, é claro, se aplica também em sua carreira. É fundamental ter perseverança para se entender e se questionar. A maioria das pessoas passa a vida em empregos insatisfatórios do ponto de vista emocional. Com frequência, a principal desculpa para não mudar esse cenário é a segurança financeira.

A verdade é que é preciso ter coragem para buscar autoconhecimento e entender seus verdadeiros anseios pessoais. Não se prive de passar algum tempo com você mesma, refletindo e observando seus pensamentos, sentimentos e emoções mais profundas. Mesmo que, em um primeiro momento, isso pareça perda de tempo, dedicar alguns minutos do seu dia a essa jornada trará inúmeros benefícios — entre eles, a redução do estresse e a melhora da sua qualidade de vida.

Dito isto, vale lembrar que o processo de busca por autoconhecimento não é fácil, mas existem ferramentas que podem ajudar e uma delas é a meditação.
 

Meditação: uma jornada de reflexão e aprendizado

A meditação nada mais é do que a observação do seu eu interior. Não importa quais são suas crenças religiosas, pois a meditação não tem nada a ver com isso (embora seja uma prática frequente em muitas doutrinas, especialmente nas tradições orientais). Meditação é consciência e atenção plena em si mesmo. É uma ferramenta que pode ser aprendida e incluída nas atividades do dia a dia.

Ao meditar, você silencia sua mente. É esse espaço vazio criado dentro da sua cabeça que permite a observação de si. Você passa a ter maior consciência do que está acontecendo no seu interior, consegue identificar como e quando as emoções se manifestam e quais são suas reações às mais diversas circunstâncias do mundo exterior.

Todos esses movimentos de atenção ao que acontece com seu eu interior levam à identificação de defeitos, inseguranças, qualidades e potenciais a serem explorados. Ou seja: a prática da meditação se traduz em uma jornada de reflexão e aprendizado. E o aprendizado mais importante é aquele que cria as condições para o autoconhecimento pleno, ciente dos seus desejos e livre de julgamentos. 
 

Como começar a meditar

Outro mito acerca da meditação é associá-la a pessoas ou situações místicas. A meditação é uma ferramenta que está ao alcance de todos. Quem está começando a meditar pode sentir alguma dificuldade de concentração no início do processo, pois é natural que pensamentos aleatórios lhe distraiam durante a prática. Apesar disso, não desista!

Escolha um espaço silencioso (a quietude do ambiente ajuda a diminuir o risco de distrações), sente-se confortavelmente e feche os olhos, prestando atenção à sua respiração. Observe seus pensamentos surgirem, bem como suas reações a eles. Cada vez que você se perceber dispersa, volte gentilmente a prestar atenção na sua respiração. Aos poucos, a meditação se tornará natural para você.
 

Liberação do estresse: benefícios da meditação

Mudar sua atitude interior é o segredo para diminuir o estresse. Esse problema está frequentemente ligado à maneira como lidamos com as circunstâncias ao nosso redor. Pode-se dizer que o estresse vem mais de um cansaço mental do que físico. O exemplo mais comum é a corrida. Dificilmente alguém fica estressado ao correr uma maratona, embora o esforço físico tenha sido imenso. O que causa este mal são as condições mentais que nos cobram e nos pressionam rotineiramente.

Mas como a meditação é capaz de liberar esse estresse? Digamos que o “modo operacional automático” de todo ser humano é se antecipar às situações e aos problemas, criando uma ansiedade desnecessária que se traduz em estresse.

Na meditação, você aprenderá a ficar consciente de si mesma. Essa consciência abre espaço para sua mente trabalhar com tranquilidade. Os problemas não surgem na sua cabeça até que eles não existam efetivamente no mundo real. Isso reduz consideravelmente sua carga de estresse.
 

Qualidade de vida: o grande trunfo da meditação

Além de ajudar na liberação do estresse, a meditação traz outro benefício: aumento da autoestima. O conhecimento das suas emoções permite que você tenha um controle maior sobre suas ações. Consequentemente, esse controle traz maior segurança e sua autoestima em lidar com diversas situações e pessoas também aumenta. 

A meditação traz ainda uma grande força mental. Se antes você tinha medo ou lidava com críticas de maneira reativa, depois da meditação você verá que vai passar a se sentir muito mais confortável com o que os outros falam de você.

Aliás, são grandes as chances de que você se desapegue das opiniões alheias para viver seus sonhos com coragem e criatividade. Tudo isso, é claro, não acontecerá imediatamente, assim que você começar a meditar. É preciso criar um espaço forte de consciência de si mesma para sentir os efeitos da meditação no seu cotidiano.

Buscar autoconhecimento por meio da meditação é uma jornada que demanda coragem, disciplina, bastante foco e um pouco de paciência. Algumas pessoas começam a meditar, mas desistem muito cedo porque acreditam que a prática vai lhes trazer resultados imediatos, mas não é bem assim. Meditar requer um pouco de perseverança, pois você vai criar um hábito que abre espaço para um ritmo de vida diferente, longe da profusão acelerada de pensamentos.

É importante persistir nessa jornada de busca por autoconhecimento. Aos poucos, você perceberá mudanças em suas atitudes, o que se traduzirá em maior segurança, confiança em lidar com os seus sentimentos e os sentimentos dos outros e coragem para empreender em novos caminhos.

Gostou deste artigo e quer ler mais conteúdos relacionados ao assunto? Veja 7 passos para controlar a ansiedade (o sétimo é o mais importante)!

4 tipos de relações interpessoais que você precisa reconhecer

4 tipos de relações interpessoais que você precisa reconhecer

Viver em sociedade implica em lidar, diariamente, com diversas relações interpessoais. Mesmo quando não nos damos conta de quais são essas relações ou como acontecem, elas exercem um grande poder sobre nós, seja negativa ou positivamente. Por isso, nos cabe entendê-las para saber como melhorá-las.

Quando nos referimos às relações interpessoais, logo pensamos em relacionamentos afetivos — como namoro, casaamento e amizade — ou familiares. Contudo, essas relações — e a forma como elas interferem em nossas vidas — também são muito fortes em outros âmbitos como, por exemplo, no trabalho.

Normalmente, dedicamos cerca de oito horas diárias no nosso ambiente de trabalho e, como consequência, lidamos com uma série de relações interpessoais nesse local, que muitas vezes podem afetar nosso rendimento profissional e refletir em nossas outras relações, ou até mesmo, serem influenciadas por essas outras esferas fora do trabalho.

 

Como são as relações interpessoais no ambiente de trabalho?

Na busca constante por um trabalho que amamos e nos sintamos realizados, podemos encontrar algumas dificuldades, principalmente nos relacionamentos com chefes, pessoas em cargos superiores e colegas de trabalho. Afinal, quem nunca passou por uma situação de estresse com algum colega de trabalho ou teve que lidar com um chefe difícil?

Independentemente do grau de poder ou do emprego, as relações interpessoais no trabalho possuem algumas características que sempre se repetem.

Se um ambiente de trabalho agradável, onde há uma boa relação com o chefe, com os colegas e com o próprio cargo parece uma realidade muito distante para você, este artigo poderá te ajudar!

Hoje vamos falar um pouco mais sobre alguns problemas comuns nas relações interpessoais ligadas à vida profissional e como eles podem ser tratados. Para conhecer quais são e entender como eles acontecem — e podem ser melhorados — no dia a dia, continue a leitura deste artigo!


1. Relacionamentos saudáveis

Pode até parecer utopia, mas um ponto crucial para alcançar um relacionamento saudável é entender que ele não será perfeito, mas sim uma relação honesta, de confiança, baseada no respeito mútuo, na gentileza, boa comunicação, suporte e claro, que respeite a individualidade de outro.

No ambiente de trabalho, essa receita não é diferente. Para conseguir bons relacionamentos e ser respeitado no trabalho, é preciso ser transparente, saber ouvir, conversar sobre os problemas e respeitar as opiniões divergentes.

No entanto, quando estamos em um emprego, inevitavelmente, criamos expectativas e sabemos que também espera-se muito de nós.

Para evitar o desencontro dessas expectativas, é preciso trabalhar quatro alinhamentos: quem você é, o que você faz, o que a empresa é e o que ela faz.

Se não existe um alinhamento entre esse quatro pontos, dificilmente teremos boas relações no local de trabalho. Por exemplo, uma pessoa que gosta de trabalhar com horários flexíveis, nunca se sentirá completamente adequada em uma empresa com horários extremamente rígidos e eventualmente, entrará em conflito com a empresa.

Encontrar esse equilíbrio vai muito além de encontrar um trabalho estável e um bom salário, é algo que diz respeito à essência de uma pessoa e seus verdadeiros propósitos. Por isso, lutar para adequar-se à uma empresa pode não ser uma solução eficaz a longo prazo, pois, assim, nunca nos sentiremos verdadeiramente realizados em um trabalho.

Todo esse alinhamento reflete nas demais relações interpessoais, por isso, ignorá-lo pode trazer relações nada saudáveis, sobres as quais falaremos em seguida. Acompanhe!
 

2. Relações autoritárias e abusivas

No ambiente de trabalho, as relações interpessoais com chefes e pessoas que ocupam cargos superiores podem ser autoritárias e até mesmo abusivas. Na busca por controle, pode haver desrespeito por poder, manipulação e punições injustas por parte desses representantes.

Você tem medo de errar no trabalho por causa das reações dos seus chefes e superiores? Costuma levar trabalho para a casa ou nunca consegue se desligar dele, mesmo fora do seu horário de trabalho?

Outra característica que marca as relações interpessoais abusivas no trabalho é o assédio moral e demandas que não dizem respeito ao trabalho desempenhado pelo funcionário, por exemplo, fazer tarefas pessoais para o chefe ou superiores ou fazer horas extra não acordadas previamente e assumir demandas que precisam ser levadas para a casa e feitas fora do horário comercial.
 

Quando o autoritarismo vem de casa

Não é raro ouvir casos de pessoas que querem mudar de emprego ou de carreira, mas a família ou cônjuge não entendem, ou nem sequer permitem a mudança. Por medo dessas figuras que marcam as relações interpessoais no lar, muitas vezes, não conseguimos fazer nossas próprias escolhas por medo da falta de apoio, ou até mesmo por sofrer ameaças caso o façamos.

Codependência e relacionamentos abusivos podem ter uma influência forte da família em relação ao trabalho. Por exemplo, um esposo ou os pais que têm uma relação forte de autoridade com uma pessoa e, por isso, ela nunca consegue tomar as decisões que deseja consciente ou inconscientemente, por medo das possíveis consequências faladas na falta de apoio e ameaças.
 

3. Relações de dependência

Já ouviu a história de alguém que escolheu uma profissão para seguir os passos de um familiar? Ou alguém de abriu mão da carreira dos sonhos para dar continuidade aos negócios da família? Pois é, relações como essa são chamadas de relações de dependência, pois essas escolhas internalizam na pessoa a dependência emocional, uma autoestima frágil e uma sensação de pouca valorização das próprias competências.

No que diz respeito aos nossos níveis de consciência, os níveis básicos (de sobrevivência, relacionamento e auto-estima) nos induzem a pensar que é correto nos submetermos a essas relações para pertencer àquela família e, caso contrário, não seria possível ser parte ou ter algum valor naquele grupo. Ou seja, a dependência provém de um medo quase que inconsciente.

Quando falamos sobre questões financeiras, a necessidade de sobrevivência também é latente. Isto é, quando você odeia seu trabalho atual, mas depende dele por causa do salário, como se aquele fosse o único trabalho possível para você. Acredite: não é!

Sempre é possível identificar e tratar as origens desses medos e inseguranças! Continue a leitura e descubra em breve como contornar essas sensações.
 

4. Relações de codependência

Ligada às relações de dependência, a codependência diz mais respeito a como uma relação familiar de dependência mútua pode afetar uma pessoa no âmbito profissional. Por exemplo, quando uma mulher casada se sente infeliz com o emprego, mas não se arrisca a deixá-lo por desaprovação ou até mesmo medo do marido.

Isso acontece porque cria-se nela um sentimento de que a família precisa daquele salário para garantir seu sustento. Consequentemente, a codependência gera também um sentimento de possessividade, isto é, a partir do momento que alguém deixa de fazer algo por medo de questionar o cônjuge ou familiar e não toma as melhores decisões para ela mesma, ela age como uma posse de um terceiro, sem seguir suas vontades próprias.

O medo de desgastar a relação e a tentativa de evitar conflitos anula nossas vontades e sentimentos e preferimos manter aquele relacionamento a nos desgastarmos com a pessoa. Em casos assim, a codependência também pode significar que o relacionamento é abusivo e autoritário.
 

Como trabalhar positivamente essas relações interpessoais?

Trabalhar positivamente essas relações interpessoais a fim de torná-las saudáveis é um caminho que deve ser percorrido com a ajuda de profissionais especializados para lidar com essas situações emocionais.

Em muitos casos, as pessoas chegam ao Coach com sintomas de insatisfação profissional, mas são analisadas mais profundamente, percebe-se que os problemas estão em muitas esferas da vida e das relações pessoais.

Mesmo com a eficiência das ferramentas que o coaching disponibiliza, essas situações devem ser acompanhadas na terapia, seja qual for a escolha terapêutica de cada um.

Aqui, também vale ressaltar, a importância do autoconhecimento: ele é a chave para se empoderar e tomar decisões mais conscientes e alinhadas com nosso verdadeiro propósito.

E para trabalhar questões que envolvem não apenas o lado profissional, mas também medos e conflitos emocionais, a melhor opção é que o processo terapêutico caminhe junto com o coaching.

Agora que você já viu como melhorar suas relações interpessoais no trabalho, ajude outras pessoas a descobrirem também como construir boas relações no ambiente profissional. Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais

Empoderamento das mulheres: qual sua importância e como tem ajudado o gênero feminino

Empoderamento das mulheres: qual sua importância e como tem ajudado o gênero feminino

Quando falamos em direitos e segurança da mulher, ainda há muito a ser conquistado. Entretanto, o empoderamento das mulheres vem promovendo uma importantíssima e progressiva mudança de mentalidade na sociedade de modo geral. Graças a ele, comportamentos abusivos não são mais considerados como práticas normais.

Além de não ser normal é inaceitável. Essa condição se reflete no âmbito profissional, em que os conhecimentos das mulheres são postos em xeque o tempo todo. Um exemplo clássico é que quando um homem é promovido, dificilmente alguém questiona a possibilidade de ele ter ido para a cama com alguma pessoa para conseguir o cargo. Não é preciso dizer os tipos de comentários que uma mulher, na mesma situação, é obrigada a ouvir.

O empoderamento feminino visa combater esse tipo de desigualdade e se baseia em 7 princípios estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2010.
 

E quais são os princípios de empoderamento das mulheres?

Eles consistem basicamente na conquista da igualdade e acesso às mesmas oportunidades que os homens já têm. São eles:

  1. estabelecer liderança corporativa, no mais alto nível, com sensibilidade à igualdade de gênero;
  2. tratar todas as pessoas, independentemente do gênero, de maneira justa no ambiente de trabalho, com respeito e apoio aos direitos humanos e à não discriminação;
  3. garantir saúde, bem-estar e segurança a todas as mulheres e homens que fazem parte de uma organização profissional;
  4. promover a educação, o desenvolvimento profissional e a capacitação a todas as mulheres;
  5. apoiar o empreendedorismo feminino e promover políticas que deem poder às mulheres por meio de cadeias de suprimento e marketing;
  6. promover a igualdade de gênero por meio de ações direcionadas à comunidade e ao ativismo social;
  7. medir e documentar os progressos de qualquer empresa na promoção da igualdade de gênero.
     

Mas por que é tão importante promover esse empoderamento?

Uma vez conscientizada do seu real valor e reconhecida no ambiente de trabalho por suas competências, que não estão relacionadas ao gênero, a mulher ganha, não só um cargo e um salário maior, mas também uma boa dose de amor próprio — e uma mulher com essa consciência dificilmente vai cair em alguma cilada ou se calar diante de qualquer injustiça.

Para que entenda melhor a importância do empoderamento das mulheres, vamos relembrar como tudo começou: em 8 de março de 1911, um incêndio em Nova York matou mais de 100 mulheres, dando origem ao Dia Internacional da Mulher. Anos mais tarde, em 1946, foi conquistado o direito ao voto.

Desde essa primeira batalha, a sociedade vem avançando, mas há muito pelo que lutar ainda. Muito mais do que buscar avanços, é necessário manter-se em constante alerta para evitar retrocessos.
 

E quais as reais vantagens do empoderamento das mulheres, então?

Os frutos colhidos não são úteis somente às mulheres, mas à sociedade como um todo. Veja abaixo 5 deles:
 

1. Variedade de opiniões

A presença da mulher no mercado de trabalho trouxe uma visão das questões corporativas por um ângulo diferente. Homens e mulheres se complementam no trabalho, não há razões pelas quais eles devam temer os avanços delas. É justamente dessa junção de opiniões que surgem as melhores soluções e resultados. Todos saem ganhando.
 

2. Aproveitamento e retenção de talentos

Deixar de contratar um profissional somente pela questão de gênero pode fazer com que a empresa perca a oportunidade de incorporar um grande talento a sua equipe. Existem homens e mulheres talentosos e é isso que deve ser levado em conta na hora de contratar. Além disso, quando a mulher é valorizada no trabalho, ela tende a permanecer na empresa e contribuir ainda mais com seus conhecimentos e força de trabalho.
 

3. Igualdade nas lideranças

Esse processo engloba a desconstrução de certos conceitos que já vêm incrustados em nossa mente há muito tempo. Hoje em dia, manifestações machistas ainda acontecem, mas com uma frequência menor do que antes, e a luta é para que elas se tornem a cada dia mais raras até serem erradicadas de vez.

Combater o machismo e o preconceito ajuda a construir uma sociedade mais justa e igualitária. Isso porque o empoderamento feminino não busca tornar as mulheres superiores aos homens, mas colocar a todos em um patamar de igualdade.

É graças a esse empoderamento que as mulheres estão ganhando espaço também na política e em cargos de chefia e liderança. Mais uma vez, os benefícios são para todos, já que tanto homens quanto mulheres podem se beneficiar da qualidade dessas representantes.
 

4. Empreendimentos inovadores

O empoderamento das mulheres favorece a iniciativa feminina de empreender. Quantas amigas você tem que já estão se arriscando nesta jornada? E, por terem um olhar algumas vezes mais sensível, a tendência é que lancem produtos e serviços inovadores; sem contar que entendem exatamente as necessidades e anseios de um público-alvo feminino. Esses novos empreendimentos geram uma movimentação no mercado e na economia como um todo. É a união de forças que ajuda a fazer a diferença.
 

5. Consciência crítica

Graças aos avanços já conquistados, temos hoje mulheres que já crescem com a consciência de seu próprio valor e do importante papel que desempenham na sociedade. Elas entendem que não devem aceitar relacionamentos abusivos ou ofensas relacionadas ao gênero. Também participam ativamente de assuntos relacionados ao mercado de trabalho e à política.

O empoderamento fez com que conquistassem o direito de ter uma opinião e de lutar pelo que acreditam, além elevar a sua autoestima. Uma mulher que acredita em si mesma transforma o seu lar, o seu ambiente de trabalho e a sociedade como um todo.

Hoje, mais do que nunca, não somos mais obrigadas a casar e ter filhos. Se quisermos deixar o ambiente corporativo para nos dedicar inteiramente aos filhos também, não há problemas. Uma das maiores conquistas é a do direito de escolha.

E você? Concorda que o empoderamento das mulheres é o responsável por muitos avanços relacionados a respeito e igualdade de gênero? Entende que se trata de uma luta que ainda tem muito pela frente? Leia também este nosso artigo sobre empreendedorismo feminino e fique por dentro do tema.

Acúmulo de bens materiais: quais sentimentos estão por trás disso?

Acúmulo de bens materiais: quais sentimentos estão por trás disso?

As cenas seguintes já são quase um clichê: quem nunca saiu para fazer umas comprinhas em momentos difícil? Ou comprou algo que não precisava porque estava na promoção? Ao repetir essa atitude uma e outra vez, sem perceber vamos criando um acúmulo de bens materiais, que nunca parecem ser suficientes. Por mais que o momento da compra seja prazeroso, essa alegria logo se esvai.

Isso acontece porque quando compramos por impulso, estamos em busca de suprir outras faltas e escondemos nossos medos atrás de coisas materiais. Esses fatores vão além das nossas percepções óbvias. Ou seja, quem age assim, não o faz conscientemente.

Para entender os sentimentos negativos, e as possíveis razões por trás dessa busca incessante pela felicidade por meio de bens materiais, é preciso dar um mergulho interior para buscar as raízes de nossos medos, traumas e crenças limitantes.

Quer entender melhor de onde vêm essas raízes e quais os sentimentos o acúmulo de bens materiais podem nos causar? Continue a leitura e convide você mesmo a uma reflexão voltada para suas atitudes.

Quais sentimentos o acúmulo de bens materiais nos traz?

Você já sentiu que quanto mais compra, mais desorganizadas parecem suas coisas e sua rotina? Quem nunca parou em frente a um armário abarrotado e disse que não tinha nada para vestir? Em meio a tantas coisas, nos sentimos perdidos, estressados e sobrecarregados. Isso acontece porque o excesso de posses nos causa um desconforto interior.

A alegria das compras impensadas é efêmera e mesmo quando os bens adquiridos vão se acumulando, nós continuamos em busca de mais! Essa necessidade de comprar e acumular coisas nos leva ao consumismo, que além de comprometer nossas economias, serve apenas para tapar feridas da nossa vida.

Contudo, as atitudes consumistas não são premeditadas. Pessoas que agem assim não têm consciência das consequências ou razões pelas quais buscam esse acúmulo. Infelizmente, isso também significa que elas têm pouco ou nenhum autoconhecimento e não refletem porquê agem assim.

As raízes por trás do acúmulo de bens materiais

Como dito, atitudes consumistas quase nunca são refletidas. Porém, com o passar do tempo, o acúmulo de bens materiais causa efeitos contrários daqueles pretendidos. Há sempre uma insegurança de que nos vá faltar algo ou de que o que temos nunca é suficiente. A consequência disso é uma busca incessante por mais, na tentativa de preencher vazios que não compreendemos.

Para ajudarmos nessa compreensão, é preciso mencionar brevemente os sete níveis de consciência pessoal, descritos e estudados pelo autor britânico Richard Barrett. Esses níveis dizem respeito às motivações inconscientes inatas ao ser humano, ou seja, nossas necessidades, motivações e propósitos.

O primeiro nível está ligado à sobrevivência e à demanda por satisfazer nossas necessidades fisiológicas e criar um ambiente seguro para nós mesmos. O segundo diz respeito aos relacionamentos e o terceiro à nossa autoestima. Somente a partir do quarto, temos o nível de transformação, isto é, quando conseguimos reconhecer nossa individualidade para nos tornarmos indivíduos autênticos e realizados.

Mas como isso se relaciona com o acúmulo de bens materiais? Toda a necessidade de acumular coisas está ligada aos nossos medos inconscientes! Neste artigo, podemos apontar quatro medos que nos levam a tomar atitudes acumuladoras. Continue a leitura para saber mais!

A busca por segurança

Esta busca está diretamente ligada ao medo da falta; o medo da escassez. Nesses casos, acumulamos para que nunca nos falte nada. Afinal, quem nunca comprou duas blusas iguais porque gostou muito do modelo? Ou estocou grandes quantidades de um mesmo produto que está sempre à venda?

Contudo, essa segurança trazida pelo acúmulo é ilusória. Podemos dar o exemplo de uma pessoa milionária que nunca está satisfeita com sua fortuna e está sempre em busca de mais para sentir-se financeiramente estável. A busca por abundância não tem limites!

Aqui nos cabe a reflexão: precisamos mesmo de tanto para sobreviver? O que aconteceria se nos faltasse alguma dessas coisas? Aparentemente, nada grave, não é mesmo?

Entender essas inseguranças está em descobrir os verdadeiros medos da pessoa, ou seja, de onde realmente vem o medo da falta e a insegurança, que normalmente vão além da falta material. Caso contrário, essas inseguranças nunca serão supridas, mesmo que alimentadas constantemente por compras e posses materiais.

A busca por aceitação

Aqui a pessoa busca ter valor, uma necessidade do nosso terceiro nível de consciência: o da autoestima. Essa busca está ligada também à autoaceitação, a ter um valor e, claro, sermos reconhecidos e nos sentirmos conformes ao que a sociedade espera de nós.

O grande erro nessa busca é acreditar que os bens materiais representam status e nos valorizam como pessoas. Como consequência disso, deixamos de valorizar o ser para valorizar o ter. Esse pensamento causa uma inversão de valores na sociedade e quando as pessoas se sentem mais poderosas e valorizadas pelo que elas têm, as relações passam a se basear em uma busca constante por status e poder.

Há um pensamento de “quanto mais eu tenho, mais eu pertenço ao meio, mais eu me sinto conforme o que a sociedade espera de mim e melhor aceito eu sou”. Contudo, essa luta nunca é verdadeira, pois, mesmo que sejamos “socialmente aceitos”, essa aceitação nunca virá pelo que somos de verdade.

Acreditar nessa aceitação baseada em posses e poder é abrir mão de nos conhecermos melhor e de encontrar nossa própria essência em busca da aprovação de terceiros.

A falta de propósito

Segundo nossos sete níveis de consciência citados anteriormente, encontrar um propósito de vida é corresponde ao quinto nível: a coesão interna. Mesmo que inconscientemente, estamos sempre em busca de dar um sentido e um significado às nossas vidas, e isso consiste principalmente em descobrir seu propósito e planejar um futuro em cima dele.

Um propósito pode ser a realização de um grande sonho, mudar de carreira, encontrar um hobby ou qualquer outra coisa que nos satisfaça espiritualmente. Quando não logramos encontrar esse propósito, somos privados de um sentido e de algo maior que nós, que nos motiva a viver e correr atrás das coisas.

Essa falta acaba destinando grande parte de nossa energia e recursos financeiros para outros rumos, como a posse de bens materiais. Porém, esses bens vêm para tapar buracos que só podem ser preenchidos com o autoconhecimento. entender o seu verdadeiro sentido para viver e como correr atrás dele.

Mas uma coisa é certa, só é possível descobrir esse propósito e tornar a sua vida significativa quando você sabe mais sobre si mesmo e entende que suprir a felicidade materialmente não é algo que faz sentido para o ser humano.

Somente quando esse propósito é encontrado, é possível entrar em contato com os dois últimos níveis de consciência: fazer a diferença e servir sem interesses.

A falsa sensação de prazer

Associar bens materiais ao sucesso e à felicidade é ignorar o que há dentro de você. Possuir não significa que nos sentimos bem-sucedidos, realizados ou felizes. Ao contrário, acumular bens nos traz uma falsa sensação de completude que se esvai rapidamente quando uma compra se torna obsoleta. Por exemplo, quando compramos um smartphone e logo em seguida, já existe um modelo novo que desejamos. Você já deve conhecer essa história, não é?

Curar tristezas e insatisfações por meio de bens materiais é preencher um vazio de forma sem sentido. Sempre ouvimos que dinheiro não traz felicidade e, em casos assim, quando o usamos para compras impulsivas na busca pelo prazer é como tapar feridas em vez de remediá-las. Ou seja, realmente não traz felicidade!

Acumular em busca de prazer e realizações que nos faltam em outras áreas da vida nos oferece apenas um prazer efêmero e ilusório.

A verdadeira busca pelo prazer começa no autoconhecimento, onde descobrimos nossos medos, frustrações e propósitos. Somente a partir disso é possível começar a destinar nossos esforços e investimentos financeiros para o que realmente nos traz felicidade, prazer e uma satisfação plena e duradoura.

Assim, para nos libertarmos das falsas sensações e sentimentos ilusórios que o acúmulo de bens nos traz é preciso nos livrarmos dos nossos medos, buscar o autoconhecimento e entrar em contato com nossos sete níveis de motivação humana para descobrir onde estão nossos propósitos, e nossas verdadeiras realizações pessoais.

Reflita sobres seus medos e livre-se dos sentimentos negativos que o acúmulo de bens nos traz! E aproveite para seguir nossas redes sociais e ter acesso a outros conteúdos como este — estamos no Facebook, no YouTube e no SoundCloud!